The true story of r

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  • Publicado : 8 de novembro de 2011
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Dedico essa pequena história para uma linda que tem ganhado meu coração.

“Acorde e perceba quem realmente te ama, pois o tempo ruge e não sei se esse amor permanecerá com a chama viva para sempre.”

1 Um sonho de verão

Ver meus amigos acenando para mim do lado de fora do carro de papai já foi algo muito triste e perturbador. Até aí dava pra me conter, mas então vê-la indo embora com meupior inimigo de mãos dadas, “Só Deus sabe pra onde eles iam e se iriam ficar todas as férias juntos”, martelava a minha cabeça. Como poderia eu viver sem vê-la por dois meses, sem ver aquele sorriso ou até mesmo aqueles cabelos castanhos claros desajeitados nas manhãs em que ela perdia a hora e chegava atrasada?
Papai acelerou e arrancou rapidamente, deixando meus amigos acenando pra mim. Elepassou rápido por eles dois, que continuavam caminhando em direção ao ponto de ônibus. Ao passar por eles, senti como se aquela visão fosse o ú
ltimo adeus do ano. Papai poderia estar até mesmo correndo, mas pra mim passou tudo numa lentidão tão forte que eu poderia jurar que vi os olhos dela brilharem quando ela olhava para ele, senti algo molhado passar pelas maçãs de seu rosto e meu coraçãogelar como quando descemos uma grande ladeira e sentimos quase ele sair pela boca.
Minhas lágrimas molharam minha camisa, e me peguei chorando por uma dor que na verdade tinha três significados. Primeiro porque era natural saber que aquele cara iria traí-la, depois isso vinha acontecendo o ano inteiro. Todos os garotos que ela saía faziam isso, e eu sabia qual era o motivo...além deles serem maisvelhos que ela. Eles procuravam algo que ela ainda não podia dar, e já que ela ainda não estava preparada, esses caras iam buscar isso lá fora fazendo com que ela sofresse e depois viesse chorar no meu ombro.
O segundo motivo era uma espécie de raiva, porque ela não abria os olhos e não enxergava que esses caras só queriam se divertir com ela, além do mais ela não olhava pra mim como homem, sócomo amigo.
Por último e mais preocupante, era ficar todo o recesso sem vê-la. Será que ela iria se cuidar? Como ela ia ficar? Isso me matava aos poucos.
Pegamos a estrada pra São Paulo uma semana depois. Vovó tinha uma fazenda no interior da cidade e era uma tradição toda família se juntar para passar as festas de fim de ano, assim poderíamos ver todos e matar a saudade. No carro, papai bebiaalgo e dirigia contente “ele amava dirigir carros desde criança”.
No banco do carona, mamãe se maquiava olhando-se no espelho e folheava dezenas de revistas de moda intituladas: “Como se vestir”, “Com que roupa devo ir para às festas de fim de ano?”, entre outras. Atrás, meu irmão se divertia com seu computador de mão, o que mais ele gostava eram esse joguinhos de última geração. “O cara nãoparava de jogar isso, chegava a doer minha mente”, mas enfim ele estava se divertindo e estava feliz.
Eu ficava debruçado ao lado do meu irmão, caindo no banco atrás de papai, com o rosto colado na janela, vendo as paisagens que passavam e ouvindo uma linda música em um desses sonzinhos de último lançamento que cabem muitas músicas. Ficava somente observando e pensando em minha vida. Olhei para orelógio, voltei a atenção para a janela, mais paisagens passavam, flores, árvores, rios, Campinas,entre outros.
Começou a anoitecer e meus lábios se perguntavam por ela, respondi mentalmente olhando algumas estrelas – Sem ela eu morro, por ela me desespero, me dói aceitar que ela não me vê. E agora, no silêncio, dentro de um mar de recordações de um ano cheio de altos e baixos, eu queria gritar, masme faltava o ar. Senti algo molhado romper nas maçãs de meu rosto e baixei a cabeça para roupas que tinha pingos. Afastei um pouco o meu rosto da janela e vendo o meu próprio reflexo, enxerguei meus olhos cheios d’água. Limpei o meu rosto antes que alguém percebesse e voltei a minha posição atual no banco, minutos depois estava dormindo.
Acordei com alguém me puxando e me amarrotando o rosto:...
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