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  • Publicado : 20 de novembro de 2011
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Em sociedade que exclui dois terços de sua população e que impõe ainda profundas injustiças à grande parte do terço para o qual funciona, é urgente que a questão da leitura e daescrita seja vista enfaticamente sob o ângulo da luta política a que a compreensão científica do problema traz sua colaboração. É um absurdo que estejamos chegando ao fim do século, fim demilênio, ostentando os índices de analfabetismo, os índices dos que e das que, mal alfabetizadas, estão igualmente proibidos de ler e de escrever, o número alarmante de criançasinterditadas de ter escolarização e que com isso tudo convivamos quase como se estivéssemos anestesiados.
Somos muitos professores neste país. Preocupados com salários, com capacitação, comcondições de trabalho, com a tarefa de ensinar. Na busca permanente de aprendizado, poucas vezes encontramos textos apropriados como este. Nele Paulo Freire nos ensina a ensinar partindodo ser professor. Numa linguagem acessivel e didática ele reflete sobre saberes necessários à prática educativo-crítica fundamentados numa ética pedagógica e uma visão de mundoalicerçadas em rigorosidade, pesquisa, criticidade, risco, humildade, bom senso, tolerância, alegria, curiosidade, esperança, competência, generosidade, disponibilidade… molhadas pela esperança.Aqui as leitoras e os leitores encontrarão a necessária Pedagogia da Autonomia. Autonomia que faz da própria natureza educativa. Sem ela não há ensino, nem aprendizagem.
As cartaspedagógicas de Paulo Freire recolocam a educação no espaço do coloquial e afetivo. Toda a sua obra se encurva, e reencontra o essencial da educação – o diálogo que compartilha e provoca.Ética, liberdade, transformação, violência… velhos e novos temas se entrelaçam e realçam a antiga verdade freireana – não se educa sem a capacidade de se indignar diante das injustiças.
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