Texto argumentativo

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| |Curso: Administração de Empresas |
| |Disciplina: Leitura e Produção de Textos|
| |Professora: Helivane de Azevedo Evangelista |

TEXTO ARGUMENTATIVO, COERÊNCIA E COESÃO TEXTUAL

Leia o texto Chega desse negócio, de João Ubaldo Ribeiro, e responda às perguntas que seguem:

1. Observe que João Ubaldo Ribeirojá começa o texto, desde o título, pensando no seu leitor. Segundo ele, o que pensa esse leitor? O que “disse” esse leitor ao João Ubaldo antes de ele começar a escrever?


2. Releia a primeira sentença do texto:


Sim, o Brasil tem problemas medonhos e não é nenhum exemplo de desenvolvimento e justiça social, mas, com perdão da má palavra, já ando de saco cheio desse negócio detudo aqui ser o pior do mundo, ninguém aqui prestar e nada aqui funcionar e sermos culpados de tudo o que de ruim acontece na Terra.


Qual o sentido da palavra “mas”?


3. Qual o ponto de vista central que João Ubaldo Ribeiro defende no texto?


4. Que argumentos ele usa para defender seu ponto de vista?


5. Releia a última sentença do segundo parágrafo:


Aí eudou o troco a eles.

A quem se refere o pronome “eles”?


6. Releia um trecho do quarto parágrafo:

- Não sei o número certo, mas matam-se crianças no Brasil, é verdade. E concordo, é uma barbaridade. Mesmo que fosse uma só criança, já seria demais. Entretanto, aqui mesmo em seu país, não faz tanto tempo assim, esse número que o senhor citou talvez fosse uma estimativaconservadora não por anos, mas por dia. Sei que o senhor é de uma geração pós-guerra, não tem nada a ver com isso, nada disso se reflete sobre seu povo e, se formos cavoucar muito, é capaz de vocês descobrirem que Hitler tinha uma avó alagoana e é por isso que deu naquilo.

A que país se refere a expressão “aqui mesmo em seu país”?

A que número se refere a expressão “esse número”?

A que se refereo pronome demonstrativo “naquilo”?

7. Releia o trecho seguinte:

- Como é que o senhor pode ser escritor, num país de analfabetos?


- Porque, ainda que mal e porcamente, é a única coisa que sei fazer. E porque todo povo tem sua literatura.

O uso do conectivo “porque” estabelece que tipo de relação lógica entre as ideias?

Chega desse negócio
Manifesto contra amoda de se falar mal do Brasil
João Ubaldo Ribeiro
Sim, o Brasil tem problemas medonhos e não é um exemplo de desenvolvimento e justiça social, mas, com perdão da má palavra, já ando de saco cheio desse negócio de tudo aqui ser o pior do mundo, ninguém aqui prestar e nada aqui funcionar e sermos culpados de tudo o que de ruim acontece na Terra. Saco cheiíssimo de sair do Brasil e enfrentar aresde superioridade e desprezo por parte da gringalhada, todos nos olhando como traficantes de cocaína, assassinos de índios e crianças, corruptos natos e mais uma vasta coleção de outras coisas, a depender do país e da platéia.
Tem muito brasileiro que, nessas ocasiões, bota o rabo entre as pernas, já vi muitos. Eu não. Posso ter envergonhado a Pátria por escrever mal ou me comportar de forma poucorecomendável em coquetéis literários, mas, em matéria de reagir a dichotes, nunca envergonhei. Não nego os problemas brasileiros, mas me recuso a aceitar que sejamos os únicos vilões e que não se veja em nós nenhuma qualidade positiva, a não ser sambar, distribuir abraços e beijos a todos e exibir os traseiros de nossas mulheres a quem solicitar. Aí eu dou um troco a eles.
– Um jornal noticiou...
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