Tetano neonal

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  • Publicado : 28 de novembro de 2012
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TETANO NEONATAL
ASPECTOS CLÍNICOS E EPIDEMIOLÓGICOS

Descrição
Doença infecciosa aguda, grave, não contagiosa (transmissível) e imunoprevenível. Acomete o recém-nascido nos primeiros 28 dias de vida, com maior frequência na primeira semana de vida (60%) e nos primeiros quinze dias (90%), tendo como manifestação clínica inicial a dificuldade de sucção, irritabilidade, choro constante. Oscasos de Tétano Neonatal, em geral, estão associados a falta de acesso a serviços de saúde de qualidade. Portanto, a ocorrência de um caso desta doença deve ser considerada como um evento sentinela para a imediata correção dos problemas relacionados à qualidade do sistema de saúde local.
Sinonímia
Tétano umbilical e “Mal de sete dias” (conhecimento popular).
Agente Etiológico
Clostridiumtetani, bacilo gram-positivo, anaeróbico e esporulado produtor de varias toxinas, sendo a tetanopasmina a responsável pelo quadro de contratura muscular.
Reservatório
O bacilo e encontrado no trato intestinal dos animais, especialmente do homem e do cavalo. Os esporos são encontrados no solo contaminado por fezes, na pele, na poeira, em espinhos de arbustos e pequenos galhos de arvores, em pregosenferrujados e em instrumentos de trabalho não esterilizados.


Modo de transmissão
Contaminação durante a secção do cordão umbilical ou ao cuidar do coto umbilical em virtude do uso de substâncias e instrumentos contendo esporos do bacilo e/ou pela própria falta de higiene nos cuidados do recém-nascido.
Período deTransmissibilidade
Não é doença contagiosa, portanto, não existe transmissão de pessoa a pessoa.
Período de incubação
Aproximadamente sete dias (por isso conhecido por mal de 7 dias), podendo variar de 2 a 28 dias.

Complicações
Disfunção respiratória, infecções secundárias, disautonomia, taquicardia, crise de hipertensão arterial, parada cardíaca, miocardite toxica, embolia pulmonar, hemorragias, fraturasde vértebras, dentre outras.
Diagnóstico
Eminentemente clínico e/ou clínico-epidemiológico, não depende de confirmação laboratorial.
Diagnóstico Diferencial
Septicemia, encefalopatias, meningites, hipoparatireoidismo, hipocalcemia, hipoglicemia, alcalose, intoxicação por estricnina, encefalite, peritonites, distúrbios metabólicos transitórios, lesão intracraniana secundaria ao parto.Tratamento
Manter o paciente sob vigilância em unidade de terapia intensiva ou enfermaria apropriada que devem dispor de isolamento acústico e redução da luminosidade e da temperatura ambiente; sedar antes de qualquer procedimento (uso de sedativos e miorrelaxantes de ação central ou periférica); medidas gerais que incluem manutenção de vias aéreas permeáveis (entubar para facilitar a aspiração desecreções), hidratação, redução de qualquer tipo de estímulo externo, alimentação por sonda. Limpeza do coto umbilical com água oxigenada a 10% ou permanganato de potássio a 1/5.000 (1 comprimido diluído em meio litro de água), analgésicos; uso de anti-histamínico prévio à administração do soro antitetânico (SAT) 10.000 a 20.000UI, IV, diluídos em soro glicosado a 5%, em gotejamento por 2 a 4 horas,após teste intradérmico para verificar hipersensibilidade ou, imunoglobulina humana antitetânica (IGHAT), 500 a 1.000UI, dose única, somente via IM, (devido à existência de conservante).
Antibioticoterapia: no caso de infecção do coto umbilical, a escolha e a Penicilina Cristalina, 50.000 a 100.000UI/kg/dia, 4/4 horas, por 7 a 10 dias, ou Metronidazol, 7,5 MG/dose, de 8/8 horas, por 7 a 10 diasVacinação.
Como medida preventiva para evitar o tétano neonatal, toda mulher em idade fértil (12 a 49 anos) deve ser vacinada. É importante que o esquema vacinal seja realizado (três doses) e as doses de reforços a cada dez anos da última dose, antecipar para 5 anos em caso de outra gravidez.
Notificação de casos suspeitos:
De acordo com a Portaria SVS/MS Nº 5 de 21 de fevereiro de 2006,...
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