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LAÇOS ETERNOS ROMANCE MEDIÚNICO Ditado por Lúcius Médium Zibia Milani Gasparetto

CAPA: TELA MEDIUNICA DE MODIGLIANI Psicopictoriografado pelo médium: Luis Antonio Gasparetto Montagem: Mavra (Gomes Pasquini) Publicação e Distribuição: ESPAÇO VIDA E CONSCIÊNCIA Rua Prof. Serafim Orlandi, 356/ 364 Jd. da Glória - CEP 04115090 São Paulo - SP - Brasil Tel. 574-5688 FAX: 571 9870 35ª edição de10.000 exemplares—1994 Sendo proibida a reprodução de parte ou da totalidade dos textos sem autorização prévia do editor.

SUMÁRIO Prólogo Capitulo I — A família sofredora Capitulo II — Rememorando o passado na Colônia Espiritual Capítulo III — Cenas de terna felicidade Capítulo IV — O casamento feliz e uma tentativa de homicídio Capítulo V — Mistério desvendado e consciência homicida Capítulo VI —Desajustes causados pela omissão Capitulo VII — A recuperação de Gustavo de Varene Capítulo VIII — Sábias lições do Dr. Villefort Capítulo IX — Beneficio do perdão a moribundo Capítulo X — O amor brotando nos corações de Gustavo e Geneviève Capítulo XI — As forças do mal reagindo Capítulo XII — O orgulho e o egoísmo pondo em risco a felicidade de uma família Capítulo XIII — Uma vitória do malCapítulo XIV — Gustavo perde a vida numa cilada Capítulo XV — A perturbação de Gustavo Capítulo XVI — A origem dos problemas Capítulo XVII — Roque foge para a cidade Capítulo XVIII — Roque vai buscar a sua família Capítulo XIX — O Conde de Ancour expiando homicídio Capítulo XX — O apostolado de Roque Capítulo XXI — Momentos de angústia e aflição Capitulo XXII — Resgate doloroso da Condessa de AncourCapítulo XXIII — O benefício dos laços familiares Capítulo XXIV — Gustavo e a Condessa unidos pelo sofrimento

Capitulo XXV — Ex-amantes, agora mãe e filho em reajuste afetivo Capítulo XXVI — Uma ameaça inesperada Capítulo XXVII — A fuga espetacular Capítulo XXVIII — A evangelização de Maria Capítulo XXIX — Mediunidade a serviço do bem Capítulo XXX — O trágico desenlace de Maria Capítulo XXXI —Avolta à pátria espiritual Capítulo XXXII — A recompensa dos justos

PRÓLOGO É noite. Tudo caminha em plácido silêncio. Na aurora cálida do amanhecer, só a pipilar das aves notívagas parecem dar um sopro de vida à paisagem sombreada da Terra. Em uma janela, às escuras, um vulto quieto observa o estertorar silencioso da noite que se finda e a dealbar da alvorada iniciante. Seu rosto é pálido sob aluz diáfana da madrugada; seu corpo franzino procurando enxergar o rumo, descobrir os primeiros raios de luz que desenharão a verdadeira estrada. Soluços angustiados quebram a quietude fresca da aurora. O corpo franzino apoiado ao peitoril sacode-se ritmicamente, embalado pela dor em clavas de angústia. Lenço à boca, a tosse aponta sufocante. A pureza do branco tinge-se de vermelho e o sanguequente em golfadas insopitáveis mancha a camisola pura. O magro corpo jovem, num esforço hercúleo procura erguer-se e fitar o céu, em derradeiro esforço. Seus olhos encovados, abertos, procuram ainda indagar o porquê de tanta dor nos seus quatorze anos. Lentamente, como flor que se abate frente à tempestade, a figura pálida desfaleceu e seu corpo deslizando rente à janela, pendeu para o chão, mas suacabeça, recostada no espaldar, conservou-se voltada para o dia que nascia. Os olhos continuaram abertos, ainda que enevoados. Pareciam indagar dos mistérios profundos que separam a vida da morte. Após alguns minutos, uma emanação radiante desprendeu-se do corpo hirto, adensando-se, corporificando-se em perfeita réplica da jovem estendida. Como se por autêntico milagre, de gigantesca potência, elase tivesse multiplicado. Surpreendida, a forma radiante e translúcida, olhou para o corpo que acabava de deixar. Seu semblante denotava piedade e amor. Sentia-se leve e saudável. Porém, quando olhava para o corpo inerte, um vivo sentimento de piedade a invadia; parecia-lhe momentaneamente regressar ao jugo de pesadas cadeias de uma prisão aniquilante. Num desejo instintivo de libertação,...
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