Tese de doutorado

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Instituição de Longa permanência: Uma alternativa de aniquilamento na velhice?

Neila Barbosa Osório
Luiz Sinésio Silva Neto
Domingas Monteiro de Sousa

Resumo
Este artigo apresenta uma concepção doenvelhecer numa instituição de longa permanência. Para compreender a realidade e o significado desta vivência foi relevante conhecermos o espaço onde eles residem e a sua representação em diferentes épocas e lugares. Verificamos a trajetória que o velho percorre quando ingressa numa instituição de longa permanência, os motivos que os conduzem a esta situação, e suas relações sociais com os cuidadores,Poder Público e família. Buscamos o que pode ser preservado e evitado pelo próprio velho institucionalizado e a proporção a sociedade é responsável por esta transformação.

Abstract
This article presents an analysis of the aging process on long-stay institutions. To understand the reality and the significance of this experience is relevant to know the area where the aged reside and itsrepresentation in different periods and places. We will verify the path taken by the elderly when they enter into a long-stay institution, the reasons that lead them to this institutions and how they interact with their nurses, Public Service and their families. We will investigate what may be preserved and avoided by the institutionalized elderly people and in which proportion the Society is responsiblefor this transformation.

INTRODUÇÃO

Ao iniciarmos este estudo, fizemos uma revisão bibliográfica das projeções populacionais feitas para o Brasil baseadas na pesquisa do Instituto Sodexho In Revista “Isto é” (1999 p.34) onde afirma que: Até no ano 2025, os velhos com mais de 65 anos, vão substituir os jovens no cenário mundial, sendo seus valores determinantes de comportamento, moda, culturae na política.
A pesquisa realizada em onze países, para medir a importância demográfica, econômica e social da população idosa, suas necessidades e expectativas apontaram mudanças importantes nas últimas décadas e previu evoluções surpreendentes, até o ano 2.025.
O mesmo artigo afirma que no Brasil, o número total de velhos vai crescer 156% até 2025, e sua representação na população vai passarde 5% para 19%. Somos a nação em que essa faixa etária cresce mais rapidamente. Nossa expectativa de vida vai pular dos 66,7 anos para 90,8 anos em 2025.
Segundo esta mesma fonte em 2025 os velhos serão 168 milhões de pessoas o que representará 18,7% do total da população.
Os onze países pesquisados – Alemanha, Bélgica, Brasil, Canadá, Espanha, EUA, França, Itália, Holanda, Reino Unido e Suécia– acumulam 55% do Produto Interno Bruto (PIB) do planeta e a sua população de velhos já representa 5,3% do poder econômico.
Estar em sua própria casa, como acontece hoje com 83% dos velhos dos onze países pesquisados, continuará sendo a situação predominante, mas os velhos que hoje vivem com suas famílias vão passar a morar, em número cada vez maior, em hotéis, casas de repouso e residências comserviços.
Todas estas novidades não nos permitem definir o perfil do velho deste novo milênio, porque a velhice conforme escreve BEAUVOIR (1990, p.17): Assume uma multiplicidade de aspectos, irredutíveis uns aos outros. Tanto ao longo da história como hoje em dia, a luta de classes determina a maneira pela qual um homem é surpreendido pela velhice; um abismo separa o velho escravo e o velhoeupátrida, um antigo operário que vive de pensão miserável e um Onassis.
A desvalorização dos velhos é lendária apenas mudaram os nomes desta revolução fria e impessoal que vem gestando mundialmente sobre essa população, urge um processo de compreensão sobre o envelhecimento em diferentes épocas e classes sociais.
Neste contexto Pasqualino disse (1992, p. 175) In Andrade (1996, p.440):
Com...
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