Terceiro setor na america latina

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Privado, porém Público: O terceiro setor na América Latina























VITÓRIA

2008






















Privado, porém Público: O terceiro setor na América Latina

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|Trabalho destinado à disciplina de Gestão Social |
|Participativa, oferecida pelo Departamento de |
|ServiçoSocial da Universidade Federal do |
|Espírito. |
|Ministrada pela professora:Eugenia. |
|Realizado pela aluna. |

















































VITÓRIA
2008
Privado, porém Público: O terceiro setor na América Latina

Rubens CesarFernandes


Introdução

Segundo o autor o conceito de sociedade civil foi se criando e recriando ao longo dos tempos. Nos anos 70 ela se associou muito ao discurso político juntamente com palavras do tipo “cidadania”. Fernandes (1994) afirma que houve um avanço no que diz respeito à representação da palavra sociedade civil, quando esta assume um caráter mais universalista e não de apenas umaclasse ou especificidades de indivíduos.

A redemocratização no Brasil fez vir à tona a participação social pelo voto, o que conferiu a toda sociedade a categoria de cidadão. Para o autor no período autoritário a participação se dava pela via das comunidades e dos movimentos locais ao passo que com a democratização inicia-se a participação através dos indivíduos-cidadãos. Neste sentido surge umdesafio junto às comunidades, que em sua nova forma de participação, a saber, as associações, perdem a noção da territorialidade e se fragmentam em propósitos comuns. As associações acabam valorizando as opções e interesses individuais dentro de um coletivo, visto que não há a princípio a obrigatoriedade na participação. Fernandes (1994) aponta a articulação entre as associações como um caminho emfunção de algum sentido comum, mesmo que a princípio esses sejam objetivos distintos.

Mesmo reconhecendo a importância das associações do terceiro setor o autor aponta que um pressuposto para o seu funcionamento é se ter um Estado democrático que dê suporte as micro-iniciativas cidadãs. No entanto o autor diz que o Estado ainda não conseguiu recuperar desde o período militar todo o seu espaçopúblico, para ele “o sentido da crítica aos modelos estatizantes da coisa pública não se completa enquanto não recuperar o valor positivo do Estado e das suas funções”.


Fazendo um resgate histórico Fernandes (1994) aponta a filantropia como uma prática tradicional das instituições religiosas, sendo que as empresas não se envolviam em tais práticas. No século 20 o Estado passa a seresponsabilizar pelas ações de caridade antes atribuídas somente à igreja. O autor diz que a generalização dos conceitos de sociedade civil e cidadania, nos anos 50, atingem também o setor empresarial, quando as empresas passam também a assumir responsabilidades perante a sociedade, a chamada filantropia empresarial.

Fernandes (1994) diz que ao que tudo indica, no Brasil encontramos uma maior propagação daidéia de investimentos privados na área social. Entretanto segundo ele, se torna pouco quando se levado em consideração às necessidades e ao potencial. São encontrados desafios com relação aos critérios e procedimentos para a seleção dos projetos, mecanismos de avaliação, entre outros. Ele conclui, portanto, que a filantropia empresarial, encontra-se em um processo de transição que indica umamaior participação do capital em investimentos sem fins lucrativos.

Com a valorização dos sindicatos deu-se a conquista dos direitos sociais e a partir de então era comum associar o conceito de “cidadania” ao de trabalhador. No entanto com o enfraquecimento dos sindicatos nas últimas décadas aliado às crises econômicas, refletiu-se sobre os trabalhadores uma série de restrições de direitos de...
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