Terapias alternativas

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  • Publicado : 11 de outubro de 2012
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“Doces Alternativas” - o novo paradigma da saúde em Portugal


“Dedico este artigo a todos os terapeutas portugueses que souberam
e sabem entender os sinais vitais e repor a harmonia sem bisturi”

Se nos tornarmos observadores, cada vez nos deparamos com uma maior a oferta de “Novas Terapias ”. Apesar de muitos investigadores optarem pela denominação de “Medicinas não ortodoxas” ou “Heterodoxias Terapêuticas”, mais vulgarmente, são denominadas de Terapias Alternativas.

A existência de pluralidade de sistemas médicos, de teorias e de práticas alternativas, pressupõe a oposição a uma ortodoxia médica ocidental durante o seculo XIX. Pois apesar de parecer um fenómeno recente, ligado ao século XX, se recuarmos na história, assistiremos a várias racionalidades em torno da saúde e dadoença.
Foi no palco do século XIX, se apresentou pela primeira vez a discussão em torno das pluralidades terapêuticas em Portugal. Em 1835, apesar de terem sido considerados oficialmente três, os principais ramos da arte de curar em Portugal (Medicina, a Cirurgia e Farmácia), outros sistemas terapêuticos eram abordados nas páginas dos jornais, gazetas e revistas da época.

Eram vários ossistemas terapêuticos em voga, ao ponto de faltar consenso relativamente ao número de sistemas médicos que estavam em voga e se praticavam no Reino de Portugal.
Como evidente comprovação desta pluralidade terapêutica, em 1858, o Marechal Duque de Saldanha (1790-1876) enviou ao Rei D. Pedro V um opúsculo intitulado Estado da Medicina em 1858. Este opúsculo tinha como objetivo que o Rei aceitasse comomedicinas, outros sistemas que eram praticados no reino de Portugal.
Neste livro, surgem em debate pela primeira vez sete dos treze métodos ou sistemas terapêuticos que dividia a Medicina em Portugal.
Foram treze os sistemas terapêuticos inventariados em Portugal até meados do século XIX: a Allopatia, ou a medicina das escolas, reconhecida oficialmente; o sistema Chrono-Thermal; a Homeopathia; oSistema Negativo; o Methodo de Raspail; a Hydroterapia; o Mesmerismo ou Magnetismo Animal; a Isopathia; a Kinesipathia ou Kinesitherapia; o Perkinismo; a Electrobiologia; a Medicina Hygiea e Odylismo.
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Esta discussão em torno destes treze sistemas médicos deita por terra a ilusão de que só nos dias de hoje se discutem vários modelos médicos. O que assistimos é a um renascer gradual de práticasde modelos que ao longo de um enorme período se foram construindo debaixo da hegemonia biomédica.

A atual crescente procura deste tipo de terapias não se apresenta como um fenómeno isolado, pois são várias as culturas que aceitam esta pluralidade de cuidados ou terapêuticas.
Esta busca de formas alternativas de bens e serviços de saúde que se tem vindo a acentuar nas últimas décadas teve comoimpulso uma tendência que os anos 80 procuraram popularizar com formas “naturais” de alimentação, de práticas corporais e de consumo. Propostas que apresentavam práticas terapêuticas não invasivas contrapondo as propostas tecnológicas da biomedicina que se veio a traduzir numa maior oferta a partir de meados dos anos 90 tanto na Europa como nos Estados Unidos.

A estes sistemas terapêuticos, foiconferida a denominação de Medicinas Alternativas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 1962. Propostas alternativas a uma medicina contemporânea tecnocientífica, que atualmente se vêm designando como formas de cura não biomédica.
O termo “medicina alternativa ou complementar” tem passado por algumas evoluções e fala-se já hoje de medicinas integradas ou integrativas. Muitos terapeutassituam-nas fora do campo biomédico rejeitando qualquer aproximação, enquanto, que outros grupos de defendem a complementaridade. É esta segunda tendência que mais se aproxima da integração entre a medicina convencional e a medicina alternativa e complementar.

Este tipo de práticas de cuidados de saúde são procuradas em simultâneo pelos doentes que encontram na biomedicina respostas menos...
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