Terapia sistémica estratégica - formulação clínica

Páginas: 12 (2833 palavras) Publicado: 10 de maio de 2011
Formulação Clínica – Caso 2- Terapia sistémica estratégica

Cláudia Isabel Moreira Nunes (claudianun3s@hotmail.com)
ISMAI

Raquel Sofia Vila-Chã Maciel (macielraquel.s@gmail.com)
ISMAI

Resumo

O presente trabalho consiste na análise de um caso clínico (Caso 2) à luz da terapia sistémica estratégica. Procederemos desta forma, a uma breve explanação da base teórica e de investigaçãoempírica. Que nos refere que nas famílias, as mensagens de comando são padronizadas como regras. Regras estas que actuam para preservar a homeostase familiar. Estes mecanismos homeostáticos trazem a família de volta para o equilíbrio, diante de qualquer disrupção, esta homeostase familiar assemelha-se ao conceito cibernético de feedback negativo. O grupo do MRI defende que, na base da formação deproblemas estão as opções por tentativas sensatas, mas mal orientadas que amplificam o problema. O que necessita de ser feito é mudar a solução empregada na tentativa de resolução do problema. O sistema é governado por regras silenciosas que estão na base de todo o tipo de comportamentos. Seguindo-se de uma presentação do caso clínico em questão, e a sua conceptualização com base no modelo proposto,bem como, as dificuldades inerentes na aplicação da mesma.

Base Teórica – Terapia Familiar Estratégica

A base teórica para a conceptualização do presente caso é a terapia sistémica estratégica. Iremos desta forma incidir nos conceitos que sustentam esta teoria e compreender o problema à luz do respectivo modelo.
A terapia estratégica surgiu da teoria das comunicações desenvolvida no projectode Bateson sobre a esquizofrenia, que progrediu em três modelos distintos: modelo de terapia breve do MRI, terapia estratégica de Haley e Madanes e modelo sistémico de Milão (Nichols & Schwartz, 2007).
Em Pragmatics of human communication (Watzlawick et al., 1974, cit in Nichols & Schwartz, 2007) tentaram incrementar um cálculo da comunicação humana, que expuseram em uma série de axiomas sobre asimplicações interpessoais da conversação. Assim, o primeiro desses axiomas é que as pessoas estão constantemente a comunicar. Posteriormente, o segundo axioma diz-nos que todas as mensagens têm função de relato e de comando, ou seja, o relato de uma mensagem difunde informações, enquanto que o comando é uma afirmação dobre a definição de relacionamento (Ruesch & Bateson, 1951; cit in Nichols &Schwartz, 2007).
Nas famílias, as mensagens de comando são padronizadas como regras (Jackson, 1965, cit in Nichols & Schwartz, 2007), e podem ser deduzidas de redundâncias observadas na interacção. Estas regras da interacção familiar actuam para preservar a homeostase familiar (Jackson, 1965,1967; cit in Nichols & Schwartz, 2007). Assim sendo, os mecanismos homeostáticos trazem a família de voltapara o equilíbrio, diante de qualquer disrupção. O que acaba efectivamente por influenciar na resistência à mudança.
Segundo Jackson (1965; cit in Nichols & Schwartz, 2007), a homeostase familiar descreve o aspecto conservador dos sistemas familiares e assemelha-se ao conceito cibernético de feedback negativo. Com base nos teóricos da comunicação, existia uma causalidade circular e decompunhampadrões de comunicação ligados em cadeias aditivas de estímulos resposta como circuitos de feedback. Quando a cadeia por sua vez é tida como um circuito de feedback positivo, ou seja, quando a resposta ao comportamento do membro problemático da família agrava o problema é-nos possível focar as interacções que mantêm o problema. Assim, uma vez focadas estas interacções temos uma forte possibilidade deas mudar.
Para o grupo do MRI, isto clarifica-se num princípio simples de formação de problemas, as famílias deparam-se com diversas adversidades no decorrer da sua vida, mas uma dificuldade só passa a problema conforme os membros da família reagirem a ele (Watzlawick, Weakland & Fisch, 1974; cit in Nichols & Schwartz, 2007). Isto remete-nos sensivelmente para o facto de as famílias muitas...
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