Terapia da fala

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Artigo Original

Estudo da constância de medidas acústicas de vogais prolongadas e
consecutivas em mulheres sem queixa de voz e em mulheres com disfonia
Study of the acoustic measures’ constancy of sustained vowels consecutive
phonations in women without vocal complaint and women with dysphonia
Ana Cristina Côrtes Gama1, Mara Suzana Behlau2

RESUMO
Objetivo: Avaliar a constância demedidas acústicas da frequência fundamental, jitter em porcentagem, quociente de perturbação de
frequência (QPF), shimmer em dB, shimmer em porcentagem, quociente de perturbação de amplitude (QPA) e proporção harmônicoruído (PHR), extraídas de emissões sustentadas e consecutivas de uma mesma vogal, em mulheres sem queixa vocal e em mulheres
com disfonia. Métodos: Foram analisados os parâmetrosacústicos selecionados em três grupos: 20 mulheres sem queixa vocal,
20 com disfonia e nódulo vocal e dez com disfonia e edema de Reinke, utilizando o programa Multi-Speech Model 3700 da Kay
Elemetrics®; utilizou-se a vogal sustentada “é”, emitida 15 vezes consecutivas. Resultados: Os valores de frequência fundamental
apresentaram variações estatisticamente significantes até a 6ª emissão nos grupossem queixa vocal e com disfonia e nódulo vocal. Os
valores de jitter, QPF, shimmer em dB, shimmer em porcentagem, QPA e PHR não apresentaram diferenças estatisticamente significantes nos três grupos estudados, nas consecutivas emissões. Conclusões: As medidas dos sinais acústicos, em diferentes emissões
consecutivas de uma mesma vogal sustentada são constantes, à exceção da frequência fundamentalque pode se deslocar para o agudo
nas primeiras emissões de indivíduos sem lesões laríngeas e queixas vocais e com disfonia e nódulos de pregas vocais.
Descritores: Voz; Distúrbios da voz; Acústica da fala; Fonação; Mulheres

IntRODUçãO
Medidas de sinais acústicos e mudanças fisiológicas durante a produção da voz, têm se mostrado um foco de permanente
interesse para as pesquisas científicase uso na clínica diária.
O desenvolvimento tecnológico recente e sua rápida assimilação estão revolucionando a laringologia e o estudo da
voz do ponto de vista objetivo e quantitativo. Paralelamente
à introdução das fibras óticas para a avaliação da laringe, o
advento dos computadores e o desenvolvimento de programas
específicos para a análise de parâmetros vocais, modificaram
o lento etrabalhoso processo laboratorial das décadas de 1940
a 1960, que passou a ser substituído por rápidas análises de
precisão comparável ou, até mesmo, superior(1).
Trabalho realizado na Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP – São
Paulo (SP), Brasil, e apresentado como tema livre no X Congresso Brasileiro
de Fonoaudiologia (Belo Horizonte – MG, Brasil, 2002).
(1) Doutora, Professora Adjuntodo Departamento de Fonoaudiologia da
Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG – Belo Horizonte (MG),
Brasil.
(2) Doutora, Diretora do Centro de Estudos da Voz – CEV – São Paulo (SP),
Brasil.
Endereço para correspondência: Ana Cristina Côrtes Gama. R. Santa Helena, 46/1000, Bairro Serra, Belo Horizonte – MG, CEP 30220-240. E-mail:
anacgama@medicina.ufmg.br
Recebido em: 19/3/2008; aceitoem: 5/8/2008
Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2009;14(1):8-14

Apesar do inquestionável avanço que a análise acústica
trouxe ao diagnóstico e tratamento dos problemas de voz, é importante ressaltar que medidas acústicas são complementares e
não substitutas das avaliações clínicas subjetivas. Além disso,
quanto mais um sinal acústico apresentar alterações qualitativas, menor será a confiabilidadedestas medidas e maior a
necessidade de treinamento para sua correta avaliação.
Vários estudos recentes têm sido desenvolvidos com o
objetivo de aperfeiçoar as gravações e mensurações dos sinais
sonoros vocais da análise acústica, que vão desde os registros
de áudio de vozes, que compõe o protocolo de gravação; o tipo
de gravador; o tipo de microfone; o material de fala, à normalização de...
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