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  • Publicado : 13 de novembro de 2013
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A fé do povo pobre
O abismo da desigualdade social e economia entre países ricos e pobres, do qual falam recentes documentos do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e do Clube de Roma, reproduz-se também no nível religioso e eclesial: as igrejas do terceiro mundo são igrejas periféricas em relação as Igrejas do centro, e no interior das próprias Igrejas periféricas se reproduztambém a desigualdade entre centro e periferia.
Concretamente, na América Latina, a Igreja católica possui relativamente menos agentes pastorais do que nos países do Norte; o povo pobre não tem acesso fácil a colégios católicos particulares e a sua formação catequética é deficiente, apesar de todos os esforços dos escalões da Igreja nos últimos anos para trabalhar com setores populares; ainda existemmais paroquias e mais presença pastoral de religiosos nos bairros periféricos e no campo; são ainda poucos os pobres que começam a ter acesso a Bíblia e começam a participar ativamente na liturgia da Igreja.
Ainda entre o povo pobre e simples é grande o número de analfabetos sobretudo entre as mulheres e os camponeses. Os que sabem ler não dispõem de meios econômicos para comprar livros, não temtempo para ler nem, no caso de fazê-lo, possuem uma base teológica suficiente para entender a maioria dos documentos eclesiais e teológicos. Esse povo simplesmente não tem acesso aos documentos do magistério da Igreja, nem a textos teológicos, morais ou sociais.
Se no mundo moderno e secularizado observa-se a cada dia uma maior distância entre a fé e a moral oficiais e as do cidadão comum,quanto mais no mundo popular e pobre.
E nada há a dizer sobre as possibilidades dos pobres de participar de longos retiros ou de exercícios espirituais de uma semana: não tem nem tempo para se afastar de seu trabalho e da sua casa durante uns dias nem dispõem de dinheiro para custeá-los.
No terreno pastoral também ocorre algo semelhante ao que ocorre no terreno social e técnico: com os anos, crescea distância entre ricos e pobres e aumenta o abismo da desigualdade. Quando os países e os setores ricos entraram na era da informática, os pobres continuaram utilizando lapiseira e cadernos para aprender a ler e escrever. Enquanto a medicina moderna dos países ricos goza dos últimos avanços da ciência e da cirurgia, nos setores pobres morre-se de diarreia e de cólera e não há agua potável,esgoto, nem eletricidade.
Enquanto a Igreja do Primeiro Mundo está preocupada com os problemas da modernidade secular e da pós-modernidade, na América Latina, sob muitos aspectos estamos em plena cristandade medieval.
Ameaças e desafios à fé dos pobres.
Mas não se constata apenas uma distância crescente entre as Igrejas do Norte e as dos Sul. Estas últimas se veem agora submetidas a novosdesafios.
A história do passado nos recorda que a fé do povo sempre esteve exposta a muitos obstáculos e impactos: ignorância, alienação, fanatismo, sincretismo, heresias populares, medo do demônio, tendências milenaristas e apocalípticas, tentação de magia e superstição. Atualmente, a fé dos pobres, além dos impactos citados a cima, está exposta a novos riscos:
- a modernidade: que invade o TerceiroMundo e a América Latina não somente atreves dos mios de comunicação social, especialmente a televisão, como também através de todos os avanços técnicos do progresso, que tolera uma outra forma diferente de enforcar e de viver a vida: por trás de cada computador ou de cada trator existe um modelo de vida diferente. Consumismo, concepção secular de vida, privatização e pluralismo religiosorepresentam para o povo simples outros tantos desafios para as quais ele não está preparado. Alguns abandonam a fé tradicional por acreditá-la incompatível com as exigências da modernidade secular; outros vivem uma esquizofrenia entre sua fé tradicional e as novas propostas da modernidade.
- as seitas (ou Novos...
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