Teoria psicossocial do desenvolvimento humano

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  • Publicado : 25 de maio de 2014
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1. INTRODUÇÃO
Este trabalho consistirá em falar sobre os conceitos do desenvolvimento humano, tendo como referência a “Teoria psicossocial do desenvolvimento humano” e “O ciclo de vida completo”, sendo explicado e tendo como base os conceitos: leis epigenéticas, pré-genitalidade, ciclo de gerações, modo dos órgãos e ritualização.



















2. EPIGÊNESE
Designaçõescombinadas como psico-sexual e psico-social obviamente pretendem abrir as fronteiras de dois campos, cada estabelecido em seu domínio metodológico e ideológico, para um tráfego em dois sentidos.
Cada um destes processos possui seus métodos especializados de investigação que devem de fato permanecer afastados dos outros a fim de isolar e estudar certos elementos básicos para a natureza e ohomem.
O princípio organísmico, que se mostrou indispensável para a fundamentação somática do desenvolvimento psicossexual e psicossocial, é a epigênese. Este termo é tomado emprestado da embriologia e, seja qual for seu status atualmente, nos primeiros dias do nosso trabalho ele fez avançar o nosso atendimento da relatividade que governa os fenômenos humanos ligados ao crescimentoorganísmico.
Quando Freud reconheceu a sexualidade infantil, a sexologia estava onde a embriologia estivera em tempos mediáveis. Mas, finalmente, a embriologia passou a compreender o desenvolvimento epigenético, o crescimento passo a passo dos órgãos fetais, assim como a psicanálise descobriu os estágios pré-genitais da sexualidade.
Na sequência epigenética de desenvolvimento, cada órgão temseu tempo de origem, um fator tão importante quanto o lócus de origem. O resultado do desenvolvimento normal, entretanto, é o relacionamento adequado de tamanho e função entre todos os órgãos corporais.
Depois do nascimento o organismo em maturação continua a se desdobrar, ao crescer planejadamente e ao desenvolver uma sequência prescrita de capacidades físicas, cognitivas e sociais.Primeiro, é mais importante perceber que na sequência de experiências significativas a criança sadia, se adequadamente orientada, vai-se conformar as leis epigenéticas de desenvolvimento, que agora criam uma sucessão de potencialidades de interação significativa com um crescente número de indivíduos e com os costumes que os governam. Embora essas interações variem amplamente de cultura para cultura,todas as culturas precisam garantir algum “ritmo adequado” e “sequência adequada” essencial, sua propriedade correspondendo ao que Hartmann chamou de “esperável médio”, o que é necessário e manejável para todos os seres humanos, independentemente de suas diferenças de personalidade e padrão cultural. A epigênese, então, de forma nenhuma significativa uma mera sucessão. Ela também determina certasleis nas relações fundamentais das partes crescentes entre si.





















3. PRÉ-GENITALIDADE
As experiências eróticas da criança são chamadas de pré-genitalidade. Na infância, o desenvolvimento da sexualidade passa por três fases, cada uma das quais caracterizadas pela forte libidinização de uma zona ou órgão vital do corpo, que lhes confere designação. DesdeFreud essas fases e as zonas em relação às quais elas são nomeadas, são a fase oral, fase anal e fase fálica. Cada uma dessas fases, entretanto, pode ser entendida como abrangendo uma região mais ampla do corpo e se envolve diretamente com alguma função do corpo com a qual guarda relação direta de dependência recíproca. Com o intuito de contemplar a região toda mais a função somática com que serelaciona, Erikson prefere falar de estágios ao invés de fases.
Dessa forma, o autor designa a clássica fase oral por estágio oral-respiratório e sensório; a fase anal é denominada estágio anal-uretral e muscular, enquanto a fase fálica passa a se chamar estágio infantil-genital e locomotor. É importante mencionar que o desenvolvimento desses estágios — designados de estágios psicossexuais — faz-se...
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