Teoria do conhecimento hessen, johannes. teoria do conhecimento. 2.ed. são paulo: martins fontes, 2003. resumo completo

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Considerações Introdutórias
As teorias do estudo da relação entre informação e conhecimento são
objeto, há muito tempo, de reflexão e exaustivo trabalho de pensadores,
filósofos, cientistas e profissionais da Ciência da Informação. Ao que parece
que há um consenso entre eles, que reside no conhecimento depender e advir
da informação e que esta faz uso de um processo para chegar ao indivíduo– o
processo de transmissão – que poderá ou não ser assimilada, tornando ela, a
informação útil, ou conhecimento.
Johannes Hessen foi um dos filósofos do século XX que discutiu a teoria
do conhecimento à luz da fenomenologia. Segundo ele, o conhecimento advém
da percepção do objeto pelo sujeito. Trata, portanto, das relações que são
estabelecidas por três elementos, o sujeito, o objeto e a suaapreensão pelo
sujeito. Sujeito e objeto, na visão do autor, permanecem separados,
asseverando que o dualismo do sujeito e do objeto pertence à essência do
conhecimento.
Prefácio
Estabelece que a obra originou-se nas aulas proferidas pelo autor na
Universidade de Colônia. Foi escrito em 1925. Para ele o sentido último do
conhecimento filosófico não é tanto solucionar enigmas quantodescobrir
maravilhas.
A teoria do conhecimento como concebe distingue-se da maior parte das
outras sob três aspectos. Primeiro porque põe o método fenomenológico a
serviço da teoria do conhecimento. Também, por conter uma discussão
detalhada do problema da intuição, que a maior parte das exposições
tangencia. E, por fim, por tratar não apenas da teoria geral do conhecimento,
mas também especial.Introdução
1- A essência da filosofia
A teoria do conhecimento é uma disciplina filosófica. Para determinar seu
lugar no conjunto da filosofia, devemos partir de uma definição da essência da
filosofia. A palavra filosofia provém da língua grega e significa amor à
sabedoria, ou aspiração ao saber, ao conhecimento, mas é excessivamente
genérico.
Para Platão e Aristóteles ela é consideradapura e simplesmente como
ciência, com a definição dos estóicos e epicuristas, para quem a filosofia
significa, respectivamente, aspiração à excelência e à felicidade. Já, para
Überweg, na Idade Moderna, a filosofia é a ciência dos princípios.
Para Dilthey deve-se primeiramente buscar um conteúdo comum nos
sistemas em que se forma a representação geral da filosofia. Tais sistemas
existem. Quantoa muitas formas de pensamento, é duvidoso considerá-las
como filosofia; mas no caso de numerosos outros sistemas, cala-se toda
dúvida. Desde que se tornam conhecidos, a humanidade sempre os
considerou como produtos espirituais filosóficos e enxergou neles, desde o
primeiro momento, a essência da filosofia. Tais são os sistemas de Platão e
Aristóteles, Descartes e Leibniz, Kant e Hegel. E,quando nos aprofundamos
neles, deparamos com certas características essenciais comuns, apesar das
diferenças. Encontramos uma atração pelo todo, um direcionamento para a
totalidade dos objetos.
Esses sistemas, portanto, possuem o caráter da universalidade. Além
disso, a atitude do filósofo com relação à totalidade dos objetos é uma atitude
intelectual, uma atitude de pensamento. Cabe aofilósofo conhecer o saber.
Aparecem, portanto, as seguintes marcas da essência de toda a filosofia: 1. A
atitude em relação à totalidade dos objetos; 2. O caráter racional, cognoscitivo
dessa atitude.
Sócrates é chamado de criador da filosofia ocidental. Todos os seus
pensamentos e energias estão voltados para a edificação da vida humana
sobre a base da reflexão e do saber, que encontradesenvolvimento pleno em
Platão, seu maior seguidor. Assim, a filosofia aparece em Sócrates e mais
ainda em Platão como auto-reflexão do espírito a respeito de seus mais altos
valores teóricos e práticos, os valores do verdadeiro, do bom e do belo.
Já, a filosofia de Aristóteles mostra outra fisionomia. Seu espírito está
principalmente concentrado no conhecimento científico e em seu objeto, o ser....
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