Teoria de sistemas - entropia

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Define-se convencionalmente entropia como sendo a quantidade energia de um sistema que não pode ser convertida em trabalho de natureza mecânica, sem comunicação de calor a algum outro corpo, ou sem alteração do volume. A entropia se amplia em todos os processos irreversíveis e permanece constante nos processos reversíveis. Se tivéssemos desenvolvido tecnologia, ciência e consciência, em plenosegundo milênio, já poderíamos alimentar os famintos, abrigar os sem-teto, os sem-terra, os sem nada, proteger, criar e educar nossos filhos; transmitindo às gerações futuras oportunidades, para que tornassem cidadãos ecológicos, herdeiros e contribuintes da nossa herança humana, biológica e cultural. “Acredito que a resposta explanatória mais plausível para o cenário que temos diante de nós residanum fenômeno entrópico, de base comportamental e causa política, tanto individual como coletivo. De fato, vivemos um tempo de grande entropia biocultural. Mas o que isso quer dizer?” (José Maria G. de Almeida Jr.). O ego de cada indivíduo que compõe a sociedade se constitui no canal para atuação do fenômeno da entropia; e esta leva todo universo físico para o equilíbrio estático de energia ematéria, rumo à desestruturação, à degeneração, à dissipação, à estagnação e ao caos, consoante aos princípios termodinâmicos da física. Erwin Schrödinger, mostrou em 1944, que os seres vivos não resistem a entropia física. E a sociedade humana é composta de Homo sapiens, elemento reino animal, componente do conjunto dos seres vivos. "Se o atributo humano singular da educabilidade permite melhorcompreender o comportamento social da humanidade, o que esperar da sua aplicabilidade na solução de problemas individuais ou coletivos, locais ou globais? Como, por exemplo, lutar contra a tendência política prevalecente no nosso tempo, de escolher sistematicamente o caminho para vencer a entropia biocultural, da miséria da condição humana, da degradação ambiental, manifestos nos quadros de decaimentogeneralizado do mundo de hoje? Como, enfim, aprimorar o homem, elevar a condição humana e preservar o planeta com desenvolvimento ecologicamente auto-sustentável?” (José Maria G. de Almeida Jr.).

Precisamos nos educar para viver em meio ao caos, com equilíbrio e serenidade. Temos que nos constituirmos em células positivas do mesocosmos; aqueles, que mesmo em meio à barbárie e ao caos, repensamsuas trajetória para construção de um mundo melhor com um homem de perfil ecológico. Se educarmos as gerações do futuro com fundamentos na Psicologia Revolucionária, com certeza se abrirá a cada pessoa à possibilidade de autotransformação em direção a escalada luminosa de elevação do nível de seidade. A partir daí poderemos construir uma sociedade dialógica, com uma consciência ecológicadesenvolvida, para gerir holisticamente um planeta auto-sustentável. O combate ao centrifuguismo antropocêntrico com uma educação centrípeta representa a chave capaz de abrir o universo psicológico do homem e apontar caminhos para um mundo ético, social, moral, ecologicamente aceitável e para destruição da entropia biocultural. "Biologicamente, o homem de hoje é muito semelhante aos seus ancestrais de dezmil, cem mil e até de um milhão de anos atrás. Culturalmente, porém, as diferenças do presente em relação ao passado são tão fantásticas que são auto-evidentes. Mas o que dizer sobre mudanças na natureza psicossocial do homem, diante do quadro de grande entropia biocultural do mundo contemporâneo?” (José Maria G. de Almeida Jr.).

O pobre homemóide se vangloria do seu domínio sobre a natureza esobre o ambiente; graças ao conhecimento e à tecnologia chegou ao ponto que está hoje: viagens extraterrestres, máquinas inteligentes e clonagem humana, coisas artificiais que representam um pseudoprogresso. O homemóide não levou em conta a sua absoluta ignorância de que tudo isto representou um afastamento da ordem natural das coisas, devido à atuação da entropia que atuou a serviço do caos.

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