Teoria critica

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  • Publicado : 10 de dezembro de 2011
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Os media, as minorias e os imigrantes

Os “media” contribuem para a discriminação – forma de tratamento diferenciado, perceptível como emoções e/ou comportamento negativo face a um grupo social; baseia-se num preconceito negativo, assente em estereótipos também eles negativos, concretizando-se, depois, em exclusão social. Esta é uma das principais conclusões do estudo levado a cabo poruma equipa de investigadores portugueses (http://www.oi.acime.gov.pt/). Quais são as principais vítimas? Os imigrantes, as mulheres (que são quantitativamente a maioria e que estão em minoria em termos de poder, nomeadamente em funções directivas, políticas e económicas) e os ciganos, que estão em Portugal há 500 anos e são vistos como imigrantes. Os “media” dão mais visibilidade à discriminaçãoétnica (3286 peças no total), do que à sexual (409 peças totais), que aparece como um problema do foro sócio-cultural. Os “media” discriminam de forma negativa os imigrantes enquanto às mulheres é dada uma discriminação positiva (as excepções que se destacam).
Historicamente, há três grandes vagas de imigração para Portugal: a primeira, nos anos 60, como substituição da emigração para o entãoultramar português e para a Europa, uma segunda aquando da descolonização, depois da Revolução (altura em que retornaram 800 mil repatriados), com a chegada dos luso-africanos depois de 1974, e uma terceira, nos anos 80, com a vinda de mão-de-obra desqualificada (por vezes, clandestina e ilegalmente) a imigração africana chegada a Portugal. É aliás no início da década de 80 que se dásimbolicamente, através da publicação da lei da nacionalidade, a transição da identidade nacional colonial para a europeia, reajustando-se Portugal, actualmente, a um colectivo multicultural.
Os “media” re-constroem a imagem da realidade social portuguesa, nomeadamente a da Alteridade, a (auto)definição do “Outro”, o desvio, o que é diferente, o que permite uma definição de um “Nós”, a norma, através deum jogo de contrastes. Assim, se definem as minorias étnicas e sexuais com base ao recurso a estereótipos. Há casos percepcionados como imigrantes que têm nacionalidade portuguesa (caso dos ciganos e dos africanos de segunda geração). Por outro lado, a opinião pública confunde imigrante – entrada de estrangeiros num país com o fim de nele se estabelecerem - com o estrangeiro – aquele que é de umanação diferente daquela em que se está. Ao imigrante está associada a ideia de baixo estatuto social e uma diferenciação negativa, enquanto ao estrangeiro se associa, normalmente, um alto estatuto social.
Pressupõe-se a inter-relação entre as preocupações do público (agenda pública - os assaltos), as lógicas políticas (agenda política – medidas para os combater) e os interesses dos “media”(agenda mediática – captar mais facilmente audiências emocionais). O estereótipo e o jornalismo de sensação tendem a dificultar o discernimento do público entre os acontecimentos factuais e os estruturais. Há lógicas autónomas próprias dos “media” que expôem mais os factos do que as suas causas e consequências
O assunto mais associado à discriminação étnica é a violência, seguida docrime, imigração (nomeadamente clandestina) e racismo. Dentro das minorias mais referenciadas, temos a africana - associada à violência crime e racismo (teoria que afirma a superioridade de certas raças e nela assenta a defesa do direito de dominar ou mesmo suprimir as outras); é também uma atitude preconceituosa e discriminatória contra indivíduos de determinadas raças ou etnias) - e a cigana -acrescida da xenofobia (antipatia ou aversão pelas pessoas ou coisas estrangeiras).
Foram os jornais de referência que publicaram maior número de peças. Todos os jornais apresentam poucas peças com mais de duas páginas sobre a imigração, tendo sido o tipo de peça mais publicada a notícia, seguida da breve, e o tema privilegiado o conflito, o que reforça a tensão social. Destaca-se o uso de...
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