Tecnologia esportiva

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  • Publicado : 30 de março de 2013
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TECNOLOGIA ESPORTIVA



O super atleta



Quando o americano Tom Burke calçou um par de sapatilhas com pregos nas solas e se acocorou para a largada na corrida dos 400 metros nas primeiras Olimpíadas da era moderna, 1896, em Atenas, Grécia, seus adversários, que estava em pé, olharam desconfiados. Mas Burke levou o ouro e sua postura e sapatilhas viraram regra. Era inegávelque elas garantiam maior impulso na largada e estabilidade no resto da prova. Pode se dizer que o americano inventou a tecnologia esportiva, que desde então vem assumindo cada vez mais importância.
No centro dos principais avanços dos últimos tempos está a informática. Ela se aliou a medicina e a biomecânica para programar o treinamento do atleta. Acompanhar o seu estado físico edesenvolver equipamentos que, de tão perfeitos, parecem extensões do seu corpo. Por mais que pareça absurdo, sob a ótica da alta tecnologia ainda se está longe dos limites para os recordes olímpicos.
Essa certeza injeta muito dinheiro na área esportiva. Só nos E.U.A, o setor movimentou no ano passado 50 bilhões de dólares. Como parte considerável desses recursos é canalizada para novas pesquisas,o que se pode concluir é que as emoções da olimpíadas estarão garantidas por mais um bom tempo



Em busca de ganhos mínimos



Foi-se a época em que o treinador só cuidava de exercício físico. O treinador de hoje precisa ajudar o atleta a equilibrar preparo muscular, metabólico e psicológico. Isso porque ele está atrás de ganhos mínimos. Ns Olimpíadas de Atenas em 2004, adiferença em média do ouro para a prata nas modalidades de tempo foi inferior a 1,8 décimos de segundo. Além disso, a alta competitividade muda o perfil físico dos esportistas. A chance de se encontrar na população uma moça com a altura média da seleção brasileira de vôlei (1,86 metros) é de 0,004%. Dificilmente uma jogadora de 1980 (1,70 metros, em média) conseguiria uma vaga nos jogos de 2004.trata-se portanto de melhorar o que já é bom. Para isso é preciso aproveitar máximo a energia do corpo, que provém de uma molécula chamada ATP, presente nas células. Mas o ATP em estoque não rende mais que dois segundos de esforço máximo. Para produzi-lo, as células usam a glicose acumulada no sangue e nos músculos (sistema anaeróbio) ou decompõem gordura, carboidratos e proteínas (sistema aeróbico).O treinamento hoje leva em conta as demandas de cada esporte. O corredor de longo percurso precisa mais do aeróbico, o levantador de peso, do anaeróbico. Laboratórios pesquisam a capacidade de absorção de oxigênio, o uso dos músculos e outros indicadores físicos dos atletas. Mas isso não é suficiente



Acessórios muito especiais



É possível que grandes atletas, comtalento nato e aprimorado por treinamentos espetaculares, não pudessem conseguir aquele centésimo de segundo a mais se não tivesse à disposição certos equipamentos.
Estamos falando de bicicletas aerodinâmicas, tecidos que aceleram a evaporação do suor, de calçados que compensam defeitos estruturais no pisar de um corredor. Em muitos casos, os apetrechos são desenvolvidos sob medida. A arma levaem conta a empunhadura, o capacete é moldado na cabeça do atleta, a vara para o salto em altura é feita para suportar o peso específico do seu dono. Não se sabe o quanto as performances atuais de devem à evolução dos equipamentos.


A Copa do Mundo sofre forte influência do marketing esportivo, sendo utilizada pelas empresas fabricantes de materiais esportivos como vitrine para aapresentação do que há de mais moderno em equipamentos para a prática do futebol. A seleção brasileira não podia ficar de fora desta tendência e vai atrás do hexacampeonato com uma nova camisa, que conta com tecnologia revolucionária e pode ser apontada como fator determinante para uma melhor performance da equipe.



Revolução completa



Para a Copa de 2002, a Nike, fornecedora...
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