Tecnicas preditivas

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TÉCNICAS PREDITIVAS

Revisada em 03/2012
Prof. Jean Carlos da Silva

Aula 01 – Introdução e Apresentação da disciplina

Pré-requisitos:
 Matemática básica;
 Cálculo (derivada e integral);
 Domínio da calculadora.
Objetivos:
 Conhecimentos básicos sobre vibrações mecânicas;
 Instrumentos para medição e análise de vibrações;
 Ingresso na área;
 Outras técnicas preditivas -seminário.
Bibliografia básica:
 Técnicas de Manutenção Preditiva : L.X. Nepomuceno;
 Física: R. Resnick, D. Halliday
Ementário:
1. Movimento Circular;
2. Momento de Inércia no movimento circular;
3. Vibrações mecânicas: conceitos básicos
a. Movimento harmônico Simples;
b. Movimento Amortecido;
c. Movimento Excitado.
4. Balanceamento Estático;
5. Medições Periódicas – Nível global devibrações;
6. Outras Técnicas Preditivas:
a. Exame visual;
b. Ensaio por líquidos penetrantes;
c. Ensaio Radiográfico;
d. Ensaio por Ultra-som;
e. Termografia.

Detalhamento do sistema de avaliação da disciplina

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INTRODUÇÃO:
A conservação de instrumentos e ferramentas existe, historicamente, desde os
primórdios da civilização, mas, efetivamente, foi após a invenção das primeiras máquinas
têxteis, a vapor, no século XVI, que a função manutenção surge efetivamente.
Máquinas e equipamentos começaram a apresentar problemas. Estes falhavam e
precisavam ser “corrigidos”, surgia a Manutenção Corretiva, também chamada Reativa, pois
surgia em reação a um fato (a falha).
A Manutenção Corretiva tinha (e ainda tem) seus méritos. Porém com o advento da
Aviação (século XIX)surgiu uma questão simples e óbvia: não se podia esperar um avião
falhar, pois isto significava um desastre. De fato a Manut enção Preventiva e seu início está
ligada à Aviação: a falha precisava ser “prevenida”.
Mas afinal, qual é o princípio básico (e técnico) da Manutenção Preventiva? Este tipo
de manutenção está tão absorvido nas empresas que é provável que profissionais da área
talvez aindanão tenham refletido sobre esta pergunta.
A resposta é relativamente simples: componentes dos equipamentos têm uma vida útil
média, e a troca ou reparo em intervalos regulares baseados neste tempo irá prevenir grande
parte das falhas. Mas essa resposta tem implicações que levam a questões um pouco mais
complexas. O assunto pode ser tratado didaticamente na forma de um exemplo prático
descrito aseguir.
O mancal intermediário entre motor elétrico e um exaustor possui um rolamento que,
em média, funciona 800 horas sem falhar, sob condições adequadas de carga, temperatura e
lubrificação. Antes de prosseguir perceba-se uma primeira implicação: como levantar ou
coletar, de forma confiável, a via média citada de 800 horas? Mas admita -se simplesmente
que a informação é correta. Quantosrolamentos deste mancal ao longo do tempo, neste
equipamento, durariam exatamente 800 horas? Resposta: praticamente nenhum.
Estatisticamente o fenômeno é explicado pela curva normal. O comportamento normal,
comum e presente em muitas situações, consiste num grande grupo, no caso rolamentos,
tendo uma vida útil próxima da média ( = 800 horas). Considere-se um desvio padrão  de
50 horas.800-2

2,25%

800+2

95,5%

Uma breve análise:
1- 95,5% dos rolamentos duram de 700-900 h;
2,25%

2- 2,25 % dos rolamentos duram + de 900 h;
3- 2,25 % dos rolamentos duram - de 700 h;
4- 97,75% dos rolamentos duram + de 700 h.
Obs.: os dados são um exemplo, uma situação hipotética.

700 h

800 h

900 h

Observando a figura e a análise ao lado da mesma pode se estipular, por exemplo, um
período de tempo de 700 horas para o intervalo da preventiva. Muito eficiente esta prática fará
com que exista apenas 2,25 % de probabilidade da falha e da parada do equipamento. De
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fato, a manutenção preventiva bem aplicada resolve a grande maio ria dos problemas de
falhas em equipamentos.
Porém 02 questões devem ser consideradas. A primeira: mesmo que pouco provável,
ao...
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