Teatro invisível

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  • Publicado : 11 de junho de 2013
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O Teatro Invisível é uma ramificação do Teatro do Oprimido (TO) criado pelo
teatrólogo brasileiro Augusto Boal. O TO (BOAL, 1975) é um método que tem como
objetivos a democratização dos meios de produção teatrais, o acesso das camadas sociais
menos favorecidas e a transformação da realidade através do diálogo e da problematização
dos valores instituídos socialmente. Dentro dessa abordagemexiste o Teatro Invisível, forma
de encenação na qual apenas os atores sabem tratar-se de uma encenação. Os espectadores
presenciam e julgam a cena como real.
Como o inesperado atinge tais pessoas? Como elas
reagem à desestruturação do que aparentemente estava estruturado?
Podemos pensar que o Teatro Invisível mesmo não sendo uma escola, mesmo seus
atores não sendo professores, acabampor ter este papel dentro de uma visão de educação
libertária. Diferente de ensinarem verdades, eles problematizam as situações a que estamos
condicionados. Através das representações do Teatro Invisível, o público conversa, cria
diálogo, sugere, pensa, reflete, contesta, se mobiliza, rompendo dessa forma, com o estado
mecanizado de suas relações.
O teatro Invisível, é a arte que causaestranhamento em quem assiste e participa da cena, gerando dúvidas e diálogos que podem gerar novos conhecimentos, ou no mínimo, a descontrução do que está ai e dado com verdade absoluta. Também podemos compreender que aquilo que é previsto
,O “Teatro-Jornal” foi uma forma de ação teatral desenvolvida por Boal no Teatro de Arena, em São Paulo, no período anterior a sua saída do Brasil por forçada ditadura daquele momento. Desde 1956 ele dirigia o teatro de Arena, onde permaneceu por quinze anos consecutivos. Esta técnica pretende que se transforme quaisquer notícias de jornal, ou qualquer outro material sem propósito dramático, em cenas ou ações teatrais. Segue as possibilidades de trabalho com o Teatro-jornal:
“Leitura simples” - destaca-se a notícia que se pretende trabalhar, e fazuma leitura da mesma, de forma objetiva desvinculando-a da ideologia do jornal em que ela se encontra.
“Leitura cruzada” – Busca-se duas fontes da mesma notícia e faz-se a leitura de ambas ao mesmo tempo, de forma que surjam novos olhares.
“Leitura complementar” – Acrescenta-se dados/fatos que foram omitidos na notícia, para direcionar o pensamento do leitor.
“Leitura com ritmo” – A notícia éanunciada pelo canto, escolhendo-se um ritmo musical que funcione como “filtro” crítico do que se está falando.
“Ação paralela” – Cria-se cenas de mímica ou de “fisicalização” paralelamente a leitura da notícia.
“Improvisação” – explorar a maior possibilidade de improvisação de cenas sobre a notícia.
“Histórico” – Apresentar a notícia e encenar, paralelamente, cenas de fatos históricos idênticos aela, já acontecidos em outros tempos e espaços.
“Reforço” – utilização de canto, dança, retro-projetor, jingles de publicidades e outros artifícios que reforce o que está sendo lido.
“Concreção da abstração” – Busca-se o que está implícito na notícia (normalmente fatos que oprimem) e revela na forma concreta da imagem, através de grafismos ou cenas dramáticas.
“Texto fora do contexto” –Encenar a notícia num contexto ao qual ela não caberia, como por exemplo, um pastor coberto de ouro e com vários seguranças, pregando aos seus fiéis o desapego material.
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Início – 1993
1973 no Brasil desse período, esse e tantos outros direitos estavam impedidos por uma ferrenha e cruel ditadura militar. Não havia espaço para discutir a política em geral, nem a partidária. De fato não haviapartidos políticos. Em 1981 foi iniciada a chamada “abertura lenta e gradual”. Debater e votar mesmo com toda liberdade só a partir de 1989, com a eleição para presidente da República.
O resultado de 25 anos sem exercitar plenamente esse direito criou um vácuo que ainda hoje tem reflexos na falta de politização da grande maioria da população. Consequência de 25 anos amordaçada, engessada de um direito...
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