Tdah

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  • Publicado : 17 de maio de 2012
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Agitação ou TDAH?
As crianças portadoras do TDAH não conseguem, sozinhas, selecionar estímulos nem manter ou mudar o foco da atenção. Muitas vezes, por falta de informação, elas são vistas simplesmente como mal-educadas ou sem limites no meio social.

Segundo a especialista em Psicopedagogia Maria Irene Maluf, o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, conhecido como TDAH, é umasíndrome que, quando diagnosticada cedo e tratada corretamente por profissionais, pode fazer parte da vida da criança sem causar sérios problemas em seu dia-a-dia. Ela afirma que é possível aprender a conviver bem com o transtorno.
Para Maria Irene, sua causa ainda não está perfeitamente definida, mas já se sabe que diz respeito a três aspectos: o biológico (que é a parte genética e hormonal), opsicológico e o social. “É um transtorno de origem biopsicossocial, ou seja, não se pode separar a causa genética da psicológica e da social. Para que a criança desenvolva o transtorno, é preciso que ela nasça com uma predisposição genética e ainda tenha uma estimulação do meio para desenvolver, em maior ou menos grau, esse transtorno”, explica.
Seus sintomas acabam fazendo com que o portador aja deforma diferente do padrão e, em alguns casos, implica também em problemas psicológicos que podem agravar o caso. As crianças com a síndrome têm muito problema em casa e na escola, muitas vezes são confundidas com crianças mal-educadas e sem limites. Antes que um diagnóstico seja feito - e, em muitos casos, até depois disto – as crianças sofrem com o preconceito dos seus educadores (pais eprofessores) e, por não receber o tratamento adequado, podem ter seu desenvolvimento intelectual e social retardado.
É importante ressaltar que alguns sintomas isolados não significam que a criança tenha TDAH. “É preciso que ela tenha vários deles e que os pais comparem com outras crianças para saber se esses sintomas são excessivos”, diz a especialista. “Quando a questão da desatenção e da agitaçãoexcessiva pode ser controlada pelo indivíduo ou pelo meio de modo eficaz, ao longo de várias horas e em diferentes situações, dificilmente se trata de uma criança ou um jovem com TDAH”, completa. Mas somente um profissional poderá diagnosticar se a criança é apenas agitada, com poucos limites ou se é portadora do transtorno. Entender a síndrome, suas causas e conseqüências é o primeiro passo para umtratamento bem-sucedido.
Em entrevista ao portal, a presidente Nacional da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp), Maria Irene Maluf, falou sobre esse transtorno, que ainda gera muita dúvida entre pais e professores, e explicou como lidar com ele em casa e na escola.
Como é a atenção das crianças com TDAH?
Antigamente, dizia-se que as pessoas com TDAH eram desatentas, mas hoje já sesabe que é o contrário: elas hiperfocam, pegam alguma coisa e ficam horas entretidas com aquilo. Além disso, têm dificuldade de entrar e, depois, de sair de alguma atividade. Então, não é que elas não tenham uma falta de atenção; o que acontece é que essa atenção é inconsistente, ou seja, essas pessoas têm dificuldade em selecionar um estímulo. Se selecionam, daí têm dificuldade em mudar de estímulo.Existe uma dificuldade para fazer esse vai-e-vem. Imagine a seguinte situação: duas pessoas estão conversando e toca o telefone; uma delas pára, atende e depois volta ao assunto normalmente. Para quem tem TDAH, isso é muito difícil porque, depois que muda de foco, não consegue retornar sem um grande esforço. Então, o que essas pessoas não têm, na verdade, é a atenção voluntária; e já foi provado,por meio de ressonâncias magnéticas, que isso é biológico e que existe uma forma muito peculiar em como a informação é transmitida no cérebro e que justifica o fato de elas não conseguirem voltar com facilidade. É necessário o atendimento psicopedagógico e, em alguns casos, também o uso de medicamentos. A atenção dessas pessoas é inconstante. Aquela criança que nunca pára tem uma cabecinha que...
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