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1-INTRODUÇÃO


Nesse trabalho será respondido um questionário, com embasamento nas aulas 1 – 2 – 3 – 4 – 5.






QUESTÃO 01 – (valor 3,0)
SAIU NA IMPRENSA
Empresas gastam R$ 1,2 bi para não serem vilãs ambientais
Mariana Viveiros
Aureliano Biancarelli
Folha de S.Paulo, 16/02/2003

Na última década, elas ganharam destaque na mídia pelo envolvimento em grandescasos de contaminação e poluição. Mas Rhodia, Solvay, Petrobras, Shell e Carbocloro (três indústrias químicas e duas petrolíferas) querem superar a imagem de vilãs e, para isso, contam com investimentos em projetos ambientais e na "política da boa vizinhança" que giram em torno de 1% de seu faturamento anual, ou seja, cerca de R$ 1,2 bilhão -50% mais que o total gasto no ano passado pelo Ministério doMeio Ambiente.

Além de aprimorar, otimizar e tornar mais seguros seus processos de produção e operação e de implantar programas de uso racional de insumos como água e energia, as empresas patrocinam iniciativas de ONGs e do poder público, fecham convênios com universidades, desenvolvem projetos de educação ambiental e têm "portas abertas" para os que queiram conhecê-las de perto.
Entretanto,se, por um lado, dizem estar conseguindo melhorar a imagem, ainda estão longe de convencer os ambientalistas de suas boas intenções.
Os principais questionamentos são por conta do excesso de marketing em cima das ações pró-ambiente, que são consideradas insuficientes, e da negligência, por outro lado, na remediação de passivos ambientais e na indenização de trabalhadores e comunidades afetados.Depois de quase 20 anos, nenhum dos casos de contaminação a que as entrevistadas têm seus nomes ligados teve solução.
Às críticas, os responsáveis pela área ambiental das indústrias respondem dizendo que o percentual por elas investido está dentro dos padrões internacionais (que variam entre 0,5% e 1% do faturamento); que a demora na solução se dá por dificuldades técnicas e pela necessidade deter sempre licenças prévias dos órgãos de controle; e que o setor empresarial está hoje fazendo o máximo -dentro do que é econômica e tecnologicamente viável- para ser ambientalmente correto.

Percepção de valores
"Você vê todos preocupados com a ecoeficiência. Podem até dizer que o processo poderia ter maior abrangência, maior velocidade, mas, se ele existe, é porque um valor foiidentificado", diz Rui Fonseca, gerente-executivo de Meio Ambiente da Petrobras.
A empresa é a eterna campeã em multas ambientais e ré em uma das maiores ações do país -pelo derramamento de cerca de 4 milhões de litros de óleo no rio Iguaçu (PR). Ocupa, por outro lado, o segundo lugar no "ranking" de investimentos: 1,1% da receita, o que, segundo Fonseca, é percentual similar ao destinado a pesquisa edesenvolvimento.
"Quem está de fora vai sempre achar que a indústria pode fazer mais, mas ela vai fazer o que considera necessário e suficiente porque os recursos não são infinitos", diz, por sua vez, Arpad Koszka, gerente de Desenvolvimento Sustentável e Qualidade da Solvay.
A empresa, apontada como responsável pela contaminação por substâncias cancerígenas de 100 mil toneladas de cal na área deproteção de mananciais de Santo André (Grande SP), destina 0,6% do faturamento a projetos ambientais - o que é quase um terço do total de investimentos anuais.
Solvay, Rhodia e Carbocloro lembram que a indústria química tem no programa Atuação Responsável seu maior "cobrador ambiental". Criado no Canadá, em meados dos anos 80, e implantado no Brasil a partir de 92, ele dá a seus associados diretrizesde gerenciamento ambiental.
"Visa também mostrar para a sociedade as melhorias, porque não adianta fazer investimentos sem que haja o conhecimento do público. Imagem é um valor para qualquer empresa", diz Koszka.
Além dos projetos externos, boa parte dos investimentos ambientais estão atrelados à expansão e ao crescimento das indústrias, segundo o porta-voz da Rhodia, Eduardo Octaviano. A...
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