Sustentabilidade

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  • Publicado : 23 de junho de 2012
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1 INTRODUÇÃO


Há alguns anos, para escapar de uma discussão em torno da sustentabilidade e da responsabilidade social empresarial e encerrar a questão, bastava citar o economista americano Milton Friedman (1912 - 2006), autor de uma grande polêmica, onde afirmou categoricamente, num artigo que publicou que: “a única responsabilidade social das empresas é gerar lucro para seusacionistas, dentro das regras da sociedade. Do contrário, estes executivos das empresas gastarão dinheiro de uma maneira que não interessa aos acionistas”.
Não dá para discutir que a função de uma empresa é gerar lucro. A diferença é que hoje não existe espaço para uma companhia cuja única finalidade seja fazer dinheiro.
O problema não está necessariamente na busca dolucro como atalho para o desenvolvimento, mas nos meios utilizados por um grande número de empresas para chegar até esse objetivo. É em momentos críticos que sustentabilidade deixa de ser um conceito ou um instrumento de marketing e passa a ser o limite entre companhias feitas para durar e negócios passageiros. Ser sustentável é, resumidamente, pensar e agir com olhos no futuro, mesmo que isso, emalguns momentos, signifique lucrar menos no presente.
Atualmente, a sustentabilidade ou desenvolvimento sustentável está nas pautas de discussão sobre gestão de grande parte das organizações, principalmente das que tem seu capital aberto com ações negociadas em bolsas.
As empresas estão sendo mais cobradas em relação a sua governança corporativa, transparência esustentabilidade (aqui entendida como o equilíbrio entre seu desempenho econômico, social e ambiental), o que levanta uma relevante questão metodológica para a comunidade de investidores e analistas: como quantificar a importância destes aspectos intangíveis e inseri-los nas análises de preço de ações e de risco de crédito das empresas?
Indicadores de Governança e responsabilidadesocioambiental influem cada vez mais na decisão dos investidores. Os lucros e dividendos distribuídos para os acionistas já não são mais os únicos critérios de avaliação de desempenho em boa parte dos investimentos realizados.
Ser sustentável não se restringe apenas ao respeito ao meio ambiente, o que já está virando um modismo nos dias de hoje ou ao tratamento dado aos acionistas e aosfuncionários. Não é também só questão de transparência ou de preocupação com a sociedade, é tudo isso ao mesmo tempo. Ao trabalhar em todas as dimensões da sustentabilidade, essas companhias buscam fazer a diferença não apenas hoje ou no próximo trimestre, mas permanentemente. Buscam uma excelência complexa, que envolve números, mas vai muito além deles.
E nesse contexto, a comunicação seapresenta como um dos pilares do mundo contemporâneo permeando todas as esferas da vida, inclusive o ambiente empresarial. A questão não está no comunicar em si, mas no modo como esta tem sido feita. Saber se comunicar com os stakeholders de forma interativa e transparente garante à empresa relacionamentos sólidos e que, agregam valor à sua imagem. A comunicação on line, tem hoje uma forçaincalculável junto aos diversos públicos de interesse espalhados nos quatro cantos do mundo. Os sites, bem elaborados, com qualidade e quantidade de informações se constituem na maneira mais eficaz de comunicação com os stakeholders, públicos tão distintos, dispersos e com necessidades diversas.
Outro mecanismo de avaliar a sustentabilidade pode ser apontado: a utilização do ISE – Índice deSustentabilidade Empresarial – como baliza de acompanhamento da evolução de organização que possuem ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo – BOVESPA. Aceitar esta perspectiva implica em empreender um esforço prévio em Sustentabilidade Empresarial para obter a posteriori resultados confortáveis. A adoção dos mecanismos do ISE pode impulsionar um movimento para que determinadas atitudes...
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