Super salarios

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Escola de Educação Profissional
São Pelegrino


SUPER SALÁRIOS

Curso: Técnico em Recursos Humanos
Disciplina: Políticas de Avaliação, Remuneração e Benefícios.
Professor (a): Clair Baggio
Componentes:
Ana Maria P. de A. Frois
Celoi Girardi
Fabiane Pazuch
Manoela Decarli


Caxias do Sul,09 de novembro de 2010.

OS EXECUTIVOS BRASILEIROS VÊEM, PELA PRIMEIRA VEZ, SUA REMUNERAÇÃO CRESCER EM PROPORÇÃO SEMELHANTE À DO LUCRO DAS EMPRESAS ONDE TRABALHAM. IMPULSIONADOS PELA NECESSIDADE DE RETER TALENTOS NUM MERCADO ONDE PROFISSIONAIS ESPECIALIZADOS E EXPERIENTES SÃO ESCASSOS, AS COMPANHIAS REVISAM SUAS POLÍTICAS E ABRAÇAM DE VEZ A CULTURA DA MERITOCRACIA. BEM-VINDO À ERA DOS

SUPERSALÁRIOS.

Aos 23 anos, o paulista Carlos Alberto Ferreira desenhou um plano de carreira na contracapa de um livro autobiográfico. Inspirado pela trajetória do executivo que salvou a Chrysler na década de 80, Ferreira estabeleceu como meta ser presidente de uma empresa de tecnologia aos 45 anos. Como bom engenheiro, ele elencou as experiências que precisaria ter, nos mais de 20 anos que oseparavam de seu objetivo. Vivência internacional, passagem por empresas de diferentes setores, implantação de planos de negócios e gerenciamento de processos de transformação. Em agosto do ano passado, depois de atravessar cada uma dessas experiências, Ferreira tornou-se presidente da SAP no Brasil. Mas o que ele não imaginava, quando traçou seu plano de carreira, é como seria seu salário em 2008. Se, aofinal do primeiro ano, ele conseguir atingir 100% dos resultados estabelecidos pela empresa, receberá um bônus no mesmo valor de seu salário fixo anual. Se os resultados ultrapassarem a meta, seus ganhos podem quase quadruplicar. Além disso, Ferreira está no plano de opção de ações, quem lhe confere o direito de compras com desconto, assim que completar dois anos de casa.
O caso de CarlosAlberto Ferreira ilustra com precisão uma mudança em curso no desenho dos salários dos altos executivos no país. “A remuneração aumentou de forma brutal nos últimos três anos, com destaque para os componentes variáveis, como bônus e planos de opções”. Um recente estudo conduzido pela consultoria de gestão Hay Group aponta que, com a desvalorização do dólar frente ao real, o salário base de um executivobrasileiro já é 21% superior ao de seus colegas americanos e equivale à remuneração de um alemão.
Diretores das subsidiárias de multinacionais instaladas no país já ganham cerca de 30% mais que seus pares na matriz. De 2005 até agora, segundo levantamento realizado pela Mercer, o número de executivos brasileiros que ganhou bônus acima de R$ 1 milhão cresceu 54%, o que corresponde a 2% da base decargos pesquisados pela consultora.
Incorporada por um número de empresas cada vez maior, a cultura da meritocracia, que premia aqueles que obtêm resultados acima da média, faz crescer o peso da remuneração variável que, em alguns casos, já corresponde a mais da metade da remuneração total dos executivos brasileiros. Mas o que explica essa onda de supersalários? Existem várias razões para essaguinada, a começar pelo amadurecimento da economia brasileira, pela maior capacidade de atrair investimentos, representada pela obtenção recente do grau de investimento, e a conseqüente consolidação do mercado de capitais.
Apesar da esperada redução no número de IPOs em 2008, em conseqüência da crise americana, existe ainda muitas empresas se preparando para trilhar esse caminho nos próximos anos,o que torna as companhias nacionais tão atraentes quanto à múltis na preferência dos executivos. Como a estréia em bolsa requer uma preparação prévia de, em média, 18 meses quem pretende abrir o capital lá na frente precisa se estruturar e contratar agora mesmo os profissionais que auxiliarão a conduzir o processo desse movimento torna a guerra por talentos mais intensa.
A ascensão salarial do...
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