Suinocultura

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  • Publicado : 26 de abril de 2013
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SISTEMA DE PRODUÇÃO

CRIAÇÃO DE SUÍNOS

Introdução
O presente sistema de produção está direcionado para a criação de suínos em ciclo completo, confinado, desenvolvido em um único sítio e contemplando um plantel de 160 a 320 matrizes. Todas as etapas de produção a partir da maternidade estão previstas para serem desenvolvidas seguindo o princípio do sistema "todos dentro todos fora" (all-inallout), onde os animais de cada lote ocupam, ou desocupam uma sala num mesmo momento. Esse manejo possibilita a limpeza e desinfecção completa das salas e a realização do vazio sanitário. Pelo fato de contemplar todas as etapas da produção, desde a aquisição do material genético até a entrega dos suínos de abate na plataforma do frigorífico, as orientações descritas neste documento aplicam-setambém à sistemas de produção que executam apenas parte das etapas de produção de suínos, como a Unidade de Produção de Leitões (UPL) que produz leitões até a saída da creche e a Unidade de Terminação (UT) que recebe os leitões de uma UPL e executa as fases de crescimento e terminação. Outros sistemas de produção de suínos, como o Sistema Intensivo de Suínos Criados ao Ar Livre (SISCAL), oagroecológico, o orgânico e outros, precisam ser tratados separadamente em razão de suas particularidades. Mesmo assim, grande parte dos conceitos sobre a criação de suínos, caracterizados neste sistema, podem ser considerados com as devidas adaptações. A criação de suínos sobre cama, que está ganhando espaço considerável entre os suinocultores, principalmente por facilitar o manejo dos dejetos, tambémapresenta peculiaridades que merecem e precisam ser tratadas de forma específica. Informações referentes à produção de suínos sobre cama poderão ser obtidas em várias publicações da Embrapa Suínos e Aves.

Importância Econômica
A produção mundial de carne suína em 2001 foi de 83.608 mil toneladas e, segundo a FAO, o crescimento anual de consumo de carnes no mundo até o ano 2015 deve ficar em tornode 2%. Considerando ser a carne suína a mais produzida no mundo, uma parcela significativa deste percentual deverá ser atendida via expansão da produção de suínos. A posição dos principais países produtores de carne suína (China, União Européia e Estados Unidos) não deve ser alterada pelo menos no curto e médio prazos, uma vez que a diferença entre eles, no volume produzido em 2001, ésignificativa: 42.400, 17.419 e 8.545 mil toneladas respectivamente. O Brasil ocupa atualmente a 4ª posição com 2.240 mil t. e concorre diretamente com o Canadá para manter essa classificação. As previsões para 2002 indicam que o Brasil deverá crescer cerca de 5,81% com relação à 2001, enquanto a produção de carne suína no Canadá crescerá apenas 1,74% no mesmo período. Tais níveis de produção solidificam aposição brasileira no ranking mundial. Com relação ao abate brasileiro de suínos, no período entre 1990 e 2001, verificouse um crescimento de cerca de 45%, passando de 19,7 para 28,5 milhões de cabeças/ano. A expansão da produção voltou-se para algumas áreas das regiões Sudeste e Centro-Oeste, sem, no entanto, caracterizar migração ou mesmo redução da atividade na Região Sul. Os dados de desempenhoda suinocultura nacional mostram que em 1990 a Região Sul participava com 45,07% do abate total de suínos no Brasil e, em 2001, sua participação cresceu para 53,74%. Com base na análise dos problemas e potencialidades dos grandes produtores mundiais, fica claro que o Brasil apresenta amplas possibilidades de se firmar como grande fornecedor de proteína animal. Estudos recentes mostram que o Brasilapresenta o menor custo de produção mundial, cerca de US$ 0,55/kg, e produz carcaças de qualidade comparada à dos grandes exportadores. Dessa forma, pode-se dizer que o mercado internacional sinaliza para o crescimento das exportações brasileiras, com possibilidades de abertura de novos mercados como o do NAFTA, China, África do Sul, Chile e Taiwan. A abertura do Mercado Europeu para a carne...
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