Substitutos industriais em argamassas

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Proceedings of the 47th Annual Meeting of the Brazilian Ceramic Society

Anais do 47º Congresso Brasileiro de Cerâmica 15-18/junho/2003 – João Pessoa - PB - Brasil

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AGREGADOS ALTERNATIVOS PARA ARGAMASSA OBTIDOS DE VÁRIOS RESÍDUOS INDUSTRIAIS Costa, J. S.**; Sordi, V. L.*; Baldo, J. B.*; Martins, C. A.* Caixa Postal 676- São Carlos –SP CEP 13565-905 - cmartins@power.ufscar.brUniversidade Federal de São Carlos- DEMa*; PPG-CEM DEMa-UFSCar**

RESUMO Resíduos industriais das indústrias de cerâmica artística, louça sanitária, cerâmica vermelha e pisos cerâmicos vitrificados foram utilizados no desenvolvimento de argamassas para assentamento e revestimento, de proporção de mistura em volume de 1:2:X (cimento:cal:agregado) com X=9, 12 e 14. Foram utilizadas as normas da ABNT napreparação das argamassas e avaliação das propriedades, para várias idades de cura. Uma argamassa convencional, que utiliza areia de construção como agregado, obtida em um canteiro de obra, foi incluída para comparações. Nos casos estudados, a resistência mecânica das argamassas contendo agregados reciclados foi superior à da argamassa convencional. Os resultados indicam a possibilidade de utilizaçãodos resíduos na indústria da construção civil. A facilidade de preparação dos resíduos para esse fim confirmam a viabilidade da aplicação, com redução de custo e benefícios ambientais. Palavras-Chave: reciclagem, resíduo, cerâmica, argamassa. INTRODUÇÃO A indústria de Cerâmica Vermelha movimenta cerca de 60 milhões de toneladas de matéria prima por ano(1), o que representa 54 milhões de toneladastransformadas em produtos. A perda média de 3 a 5% durante o ciclo de produção é aceitável pelas indústrias, podendo gerar de 1,6 a 2,7 milhões de toneladas de resíduo por ano, constituído de produtos que foram descartados por conter algum tipo de defeito que impeça o uso dentro dos padrões exigidos pela normalização vigente. A produção está concentrada em pólos cerâmicos, o que significa que osresíduos gerados também estarão. Dados sobre os nove pólos cerâmicos do Estado de São Paulo(2) relatam a produção mensal superior a 125 milhões de peças, o que

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pode representar cerca de 75 milhões de peças descartadas porano (perda média de 5%), significando que 150 mil toneladas de resíduo industrial ao ano podem ser gerados neste Estado (supondo peso médio de dois quilos por peça, já que os dados incluem tijolos maciços, elementos vazados, lajes, revestimentos, pisos e tubos cerâmicos). Existem nove empresas com dezesseis fábricas de louça sanitária localizadas em diversas regiões do país, sendo seis em SãoPaulo, duas em Minas Gerais, três em Pernambuco, duas na Paraíba e uma em cada um dos seguintes estados: Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Duas fábricas estão sendo construídas em Minas Gerais. Nos dados de 1999, a indústria brasileira produziu 14,2 milhões de peças grandes, sendo a maioria na região Sudeste (3). O volume de material descartado pelo setor de louça sanitária éconsiderável. A perda média relatada pela indústria situa-se em 3%, significando que 426 mil peças são descartadas para aterros, anualmente. Uma indústria da região de Minas Gerais produz cerca de 170 mil peças mensais, de peso médio 14 quilos, com perda de 3%, descartando mais de 60 toneladas mensais. Isso significa que apenas essa indústria pode fornecer cerca de 600 metros cúbicos de um agregadosimilar a uma areia média por ano. Também, no estado de São Paulo concentram-se três dos quatro pólos cerâmicos produtores de revestimentos. Desses, o pólo de Santa Gertrudes, compreendendo os municípios de Santa Gertrudes, Cordeirópolis, Rio Claro, Limeira e Araras responde por cerca de 40% da produção nacional, equivalendo a 180 milhões de metros quadrados por ano(4,5), com 40 indústrias em...
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