Stress no trabalho

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  • Publicado : 21 de março de 2013
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RESUMO

No mundo globalizado cada vez mais se observa o sofrimento psíquico dos trabalhadores. Tal fato parece estar relacionado a uma carga excessiva de trabalho mental e de tarefas solicitadas ao profissional nas diversas áreas.
Por outro lado, o mundo da informática parece sugerir ao homem uma necessidade de rapidamente produzir mais e em algumas situações competindo com a máquina. Nestecontexto se insere este artigo. Procurei investigar e desenvolver os motivos que levam o trabalhador a apresentar os sintomas do estresse e da Síndrome de Burnout.

INTRODUÇÃO

Ao longo da história do mundo do trabalho observam-se mudanças significativas, que se acentuaram no século XX, principalmente com relação ao avanço de novas tecnologias, solicitando e exigindo dos trabalhadores umaadaptação e desempenho seu sempre compatível com as suas possibilidades.
Hoje, é possível observar que as cobranças sobre o trabalhador estão crescendo cada vez mais, exigindo-lhe a máxima competência. No entanto, nem sempre há reconhecimento e valorização de seu trabalho.
O estresse é gerado no trabalhador devido à pressão que é submetido diariamente em busca de lucros, competição, eficácia e damanutenção do emprego. O trabalhador se sente apavorado por não conseguir manter sua energia física e mental adequada para seu desempenho no trabalho, e esse pavor é uma forma em que se manifesta o sofrimento psíquico. Até certo ponto a pressão da organização é necessária, pois mantém as pessoas alertas, pois apresenta um desafio. Mas a pressão, sob longo tempo, marcada por excessivas circunstânciasde exigências cuja imposição de desempenho vai além dos limites da capacidade natural do trabalhador, gera ansiedade e perda de confiança em si mesmo. Também assim quando a expectativa para o que se espera alcançar é muito maior do que a habilidade que se tem para alcançá-lo. Com esses resultados a pressão evolui para o estresse.
O sofrimento psíquico do profissional é percebido com certaclareza, quando o trabalho deixa de ser motivo de prazer, bem estar, satisfação, sentir-se útil, passando a ser lugar de dor, sofrimento e cansaço.
“Os problemas ansiosos, além de irritabilidade, fraqueza, nervosismo, medos, ruminação de idéias, exacerbação de atos falhos e obsessivos, além de rituais compulsivos, aumentam sensivelmente. A angústia é comum e as exacerbações de sensibilidade comprovocações e discussões são mais freqüentes” (BERNIK, V - 1997).
Este sofrimento poderá levá-lo ao estresse, e em algumas situações desenvolvendo a Síndrome de Burnout, caracterizada por um tipo de estresse ocupacional crônico, onde o indivíduo tem o desgaste profissional, resultando na perda do interesse pelo trabalho.
Segundo Professor Claudio Rodrigues: "A doença de Burnout é gerada pela percepçãode que o esforço colocado no trabalho é superior à recompensa. A pessoa se sente injustiçada e vai se alienando, apresentando sintomas como depressão, fobias e dores musculares."
E não é só o profissional que perde com a doença. As empresas também acabam sofrendo as conseqüências, devido a falta de energia do profissional para executar seu trabalho e assim gerando a baixa produtividade para asorganizações.
“A interação entre a percepção de um ambiente estressante e a resposta do indivíduo é o que promove a Síndrome de Burnout”, explica (DR. CESAR, P.)
Trabalhar em ambientes de alta pressão e enfrentar situações desgastantes todos os dias constituem hábitos cada vez mais recorrentes e os sintomas acabam sendo encarados com naturalidade.

CONCEITO DE ESTRESSE

O conceito de estressesurgiu nos anos 30, graças a Hans Selye, endocrinólogo canadense de origem austríaca. Segundo Selye:
“o estresse é um processo vital e fundamental onde pode ser dividido em dois tipos ou seja, quando passamos por mudanças boas, temos o estresse positivo e quando atravessamos alguma fase negativa, estamos vivenciando o estresse negativo”.

MOLINA (1996, P 18) define o estresse como “qualquer...
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