Stress na idade adulta

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Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação
Universidade de Coimbra

Mestrado Integrado em Psicologia
1º Ano

Psicofisiologia

O Stress na Idade Adulta

21 Maio de 2007
Lígia Gonçalves Silva

Stress na idade adulta

Stress é uma palavra deriva do latim, que durante o século XVII ganhou conotação de "adversidade" ou "aflição". No final do século seguinte, o seuuso evoluiu para expressar "força", "pressão" ou "esforço".
O conceito de stress não é novo, mas foi apenas no início do século XX que estudiosos das ciências biológicas e sociais iniciaram a investigação de seus efeitos na saúde física e mental das pessoas.
Quem primeiro definiu o stress sob este prisma foi o austríaco-canadense Hans Selye, conceituando-o como qualquer adaptaçãorequerida à pessoa.
Esta definição apresenta o stress como um agente neutro, capaz de se tornar positivo, negativo ou ideal de acordo com a percepção e a interpretação de cada pessoa. O stress foi constatado como uma das principais causas de doenças e até mesmo da morte.
• Stress negativo: é o stress em excesso. Ocorre quando a pessoa ultrapassa os seus limites e esgota a sua capacidadede adaptação. A produtividade e a capacidade de trabalho ficam muito prejudicadas. A qualidade de vida sofre danos. Posteriormente, a pessoa pode vir a adoecer.
• Stress positivo: é o stress na sua fase inicial. É a fase da produtividade. Ninguém consegue ficar em alerta por muito tempo, pois o stress transforma-se excessivo quando dura demais.
• Stress ideal: é quando a pessoaaprende a fazer um equilíbrio, alternando entre estar em alerta e sair de alerta.
No ser humano, os estímulos stressantes costumam ter duas origens: podem ser externos e, principalmente internos. Os estímulos internos são oriundos dos conflitos pessoais. Os estímulos externos, por sua vez, representam as ameaças concretas do quotidiano de cada um.
Existem três tipos básicos de factoresstressantes:
• Sensoriais ou físicos em contacto directo com o organismo, como por exemplo: subir escadas, correr uma maratona, mudanças e temperatura extrema, desportos radicais, etc.
• Psicológicos, quando somos desafiados por exigências emocionais, como por exemplo: falar em público, perdas, mudanças, provas, exames, etc.
• Traumáticos (físicos), como por exemplo: cirurgias,parto, vírus, bactérias, etc.

Os quadro clínicos emocionais mais frequentes e de maior importância clínica são os Transtornos Relacionados ao stress e Somatoformes. Aí estão incluídos a Síndrome do Pânico, os Transtornos Fóbicos, sendo actualmente o mais importante deles a Fobia Social e os Transtornos Somatoformes (sintomas físicos), como vómito, falta de ar e dores em geral.
Oprocesso de stress dá-se por fases, pode ser benéfico em doses moderadas, pois em momentos de tensão produzimos uma substância chamada adrenalina, que nos dá ânimo, vigor, entusiasmo e energia. Nesta fase do stress, além de força e vigor, frequentemente sentimos: taquicardia; tensão muscular; boca seca; sensação de “nó” no estômago; e mãos frias e suadas.
Se o stress é continuado, o organismocansa-se em excesso e a pessoa começa a desgastar-se demais. Os sintomas desta fase, chamada de "fase de resistência", são sensações de desgaste generalizado e dificuldade de memória.
Se as causas do stress desaparecem, ou se conseguimos lidar com o stress adequadamente, essas sensações e dificuldades também desaparecem. Porém, quando a causa continua presente, as dificuldades começam aaparecer. Algumas das consequências do stress excessivo podem ser: gastrites; problemas de pele (herpes, dermatite, urticária, vitiligo, etc.); e hipertensão arterial.
Porém, estes sintomas são reversíveis. A pessoa pode voltar ao normal se não chegar à última fase do stress, conhecida como "fase de exaustão". Quando se chega a esta fase - que só ocorre depois de muito stress - a pessoa...
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