Sociologia

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Relações raciais

Notadamente, Florestan elabora uma interpretação das relações raciais brasileiras em termos da desagregação da estrutura social anterior, o que implica a compreensão do contexto das relações raciais contemporâneas como o resultado imediato da conjugação de forças sociais presentes na batalha da abolição. Porém, outro aspecto nitidamente perceptível é o fato deste autorassociar a economia competitiva à posterior eliminação da discriminação e do preconceito racial, dando vazão à compreensão de que a expansão capitalista possibilitaria a adequação das relações raciais à estrutura de classes da sociedade brasileira. Assim, ele apresenta uma perspectiva otimista quanto à inserção dos negros na estrutura de classes da economia competitiva. Porém, o autor desmistifica anoção de democracia racial à medida que apresenta, em contraposição, elementos discriminatórios presentes no cotidiano das relações raciais no Brasil, marcadas pelos resquícios da escravidão.
Apresentando uma perspectiva teórica distinta de Florestan Fernandes, Carlos Hasenbalg (1979) aponta o fato de a situação dos negros e dos pardos (para este autor: os não-brancos), no contexto social brasileiro,não ser apenas o produto direto de uma herança do passado. De acordo com esta concepção, as situações de discriminação e desigualdade racial configuram aspectos de uma estratificação social onde os negros estão sistematicamente expostos a desvantagens advindas desse sistema de classificação via cor da pele.
A raça é vista, aqui, como um dos elementos fundantes na estruturação das relações sociais.A subordinação dos negros é explicada a partir do entendimento dos mecanismos, definidores da posição dos grupos raciais, que operam no interior da sociedade.
O passado escravista não é visto como o elemento explicativo para um contexto de oportunidades desiguais, a que estão sujeitos brancos e negros. Nesse sentido, os mecanismos que operam na manutenção das desigualdades raciais fazem parte daconstituição e do funcionamento da sociedade de classes. Em outras palavras, o grupo racial hegemônico desfruta de vantagens sociais e econômicas que explicam a continuidade da discriminação e da desigualdade racial.
O estudo das relações raciais deve levar em conta as variadas formas de inserção social, presentes em cada região do país, uma vez que o desenvolvimento sócio-econômico aconteceu demaneira desigual e, portanto, os grupos raciais tiveram acesso diferenciado aos bens econômicos e sociais em cada região. A localização geográfica explica, em termos, os diferenciais de educação, rendimento, natalidade, mortalidade, fecundidade e ocupação, dentre outr


Um certo grupo étnico não tem as mesmas condições de se elevar ou melhorar socialmente, no Brasil "democrático", negros,mestiços, mulatos, indios, caboclos etc. são discriminados na hora de arrumar emprego, e como a maioria vêm de origens pobres, têm baixa escolaridade, o que os impede de entrar nas melhores faculdades. Isso é desigualdade.

Um olhar mais profundo sobre a desigualdade racial
O preconceito racial tem uma extensão maior do que costumamos imaginar. Vai além das diferenças salariais e do nível deescolaridade entre brancos e negros. Por traz desta desigualdade há um conflito de culturas.
Historicamente, tendo sido este um país colonizado por europeus, que utilizaram os negros como mão-de-obra escrava, a cultura do homem branco foi sempre mais valorizada, em detrimento da cultura do homem negro. Enquanto uma sempre foi vista como a cultura de um povo “civilizado”, a outra sempre foi vista como ade um povo “primitivo”. Se observarmos bem, esta visão ainda é hegemônica. Por exemplo:
Religião
As religiões de origem européia (catolicismo/ protestantismo) sempre foram vistas como civilizadas, enquanto as de origem negra ou afro-brasileira (candomblé/ umbanda/ etc.) sempre foram vistas como atrasadas, “primitivas”.
Estética
O padrão de beleza é o europeu. Cabelo bonito é cabelo liso....
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