Sociologia rural

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ÍNDICE

Introdução

1.1 Pequenas propriedade no Brasil e problemas enfrentados

1.2 Distorções no uso da terra

1.3 Baixa produtividade

1.4 Terras não aproveitadas

1.5 Desemprego

1.6 Transferência de rendas

A importância de investir na pequena agricultura

Conclusão

Referências

Introdução


A pequena agricultura familiar, formada pelos pequenos emédios produtores representa grande maioria de produtores no Brasil, são aproximadamente 4,5 milhões de propriedades dentre esse número, 50% situados no Nordeste brasileiro, este setor é responsável por 30% da produção global. Este segmento é muito importante para as pequenas cidades e sua economia - 4.928 municípios têm menos de 50 mil habitantes e destes, mais de quatro mil têm menos de 20 milhabitantes. Estes produtores e seus familiares são responsáveis por inúmeros empregos no comércio e nos serviços prestados nas pequenas cidades. A melhoria de renda deste segmento por meio de sua maior inserção no mercado tem impacto importante no interior do país e por consequência nas grandes metrópoles.
Quando se analisa o cenário em que se insere a agricultura familiar observa-se que osproblemas são diferentes para cada região, estado ou município. No Norte há dificuldades de comercialização pela distancia dos mercados consumidores e esgotamento da terra nas áreas de produção. No Nordeste são minifúndios inviáveis economicamente. No Sudeste é a exigência em qualidade e saudabilidade dos produtos por parte dos consumidores. No Sul é a concorrência externa de produtos do Mercosul.1.1 Pequenas propriedades rurais no Brasil e problemas enfrentados

Uma das características mais marcantes da agricultura praticada pelo grupo de países rotulados de “subdesenvolvidos” ou “em desenvolvimento” é o predomínio das grandes propriedades rurais e de uma produção voltada para exportação, em detrimento do abastecimento do mercado interno – reminiscências do “plantation”colonial.
Nesse conjunto de nações, não são raros os casos de países que apresentam uma economia predominantemente rural e amplamente dependentes de gêneros agrícolas para obtenção de divisas no mercado internacional, mas que, contraditoriamente, precisam importar gêneros alimentícios essências à dieta cotidiana de sua população.
O caso brasileiro não é muito diferente. Apesar de sermais industrializado que a maioria dos países do “mundo subdesenvolvido”, o Brasil também é amplamente dependente da exportação das chamadas “commodities” para equilíbrio de sua balança comercial, e em sua estrutura fundiária a maior parte da área agrícola é ocupada por grandes imóveis rurais. E, contraditoriamente, também necessita importar boa parte dos gêneros alimentícios destinados aoabastecimento externo. Isso é facilmente visível no caso brasileiro, já que a produção interna de arroz e trigo, indispensáveis à alimentação da maior parte da população brasileira, é pequena se comparada à demanda, e precisam ser em grande parte importadas.
O predomínio, em área, dos latifúndios tende a nos levar a achar que eles são os grandes produtores da agricultura brasileira.

1.2Distorções na Utilização da Terra


Um segundo problema que a agricultura brasileira apresenta reside nas distorções verificadas na utilização da terra. Esta foi ocupada sem nenhum plano. E o nosso mercado, extremamente imperfeito, nunca foi capaz de, por si só, determinar uma utilização adequada da terra. Assim, temos distorções, em nosso sistema de produção agrícola, derivadosdiretamente de desequilíbrios entre a oferta e a procura. O caso mais gritante nesse sentido é o do café. Enquanto nossa produção de alimentos para consumo interno é deficitária, nossa produção de café excede de longe nossas possibilidades de consumo e exportação, causando inclusive a queda dos preços internacionais. Temos também distorções caracterizadas pelo uso de terras para determinadas...
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