Sociologia do crime e da violencia

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Universidade do Sul de Santa Catarina – Unisul
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|[pic] |Atividade de Avaliação a Distância |

Disciplina: Sociologia do Crime e da Violência
Curso: Gestão de Segurança Pública
Professor: Alexandre Wagner da Rocha
Nome do aluno:
Data: 17/02/2011

Orientações:
▪Procure o professor sempre que tiver dúvidas.
▪ Entregue a atividade no prazo estipulado.
▪ Esta atividade é obrigatória e fará parte da sua média final.
▪ Encaminhe a atividade via Espaço UnisulVirtual de Aprendizagem (EVA).

Leia com atenção o enunciado e responda as questões:

1. Observe as figuras e leia atentamente o texto abaixo, extraído emhttp://gballone.sites.uol.com.br/temas/violen_inde.html
Violência e Saúde
É habitual a questão do crime envolver uma série de reflexões e comentários que ultrapassam em muito o ato delituoso em si; são questões que resvalam na ética, na moral, na psicologia e na psiquiatria simultaneamente. Sempre há alguém atrelando ao criminoso, traços e características psicopatológicas ou sociológicas: porque Fulano cometeu esse crime?Estaria perturbado psiquicamente? Estaria encurralado socialmente? Seria essa a única alternativa? Ou, ao contrário, seria ele simplesmente uma pessoa maldosa? Portadora de um caráter delituoso, etc.
Na década de 80, alguns estudos epidemiológicos realizados na Alemanha (H. Haefner e W. Boeker -1982) comprovaram que não havia doentes mentais em excesso entre os criminosos violentos, quandocomparados à população geral. Seguiram-se inúmeros estudos sobre a associação doença mental-violência, incluindo a ampla investigação norte-americana (Epidemiological Catchment Area -Swanson et al. 1997).
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Aliás, se estatística tem mesmo valor para deduções, os pesquisadores comprovaram que a idade média do doente mental criminoso, por ocasião da prática do crime, era 10 anos maior do que a docriminoso da população geral, sugerindo assim que a doença mental até retardaria a expressão do ato de violência.
A questão da violência, como um forte agravo à saúde e como agente quase epidêmico de severos transtornos ao bem estar das pessoas, tem sido e será um difícil problema médico a resolver; primeiro, porque desafia os conceitos e métodos até hoje empregados pelos sanitaristas ao trataremendemias e epidemias. Segundo, porque, nesse caso, a medicina esbarra em variáveis que fogem totalmente de sua alçada.
De qualquer forma, ao menos inicialmente, a medicina deverá abordar o problema dos transtornos decorrentes da violência, em suas mais variadas formas, como uma questão patológica determinada por "causas externas". Essa postura, sob o risco da parcialidade, comporta (e carece)revisões e reavaliações.
Em tese, academicamente, "a violência consiste em ações de pessoas, grupos, classes ou nações que ocasionam a morte de seres humanos ou que afetam prejudicialmente sua integridade física, moral, mental ou espiritual". Para início de discussão está bom esse conceito, embora um dos aspectos mais relevantes esteja, talvez, na angústia, medo, fobia e toda sorte de ansiedades edepressões que as pessoas experimentam diante da simples possibilidade das ações referidas no conceito acima, antes mesmo de terem sido perpetradas.
Para investigar a origem da violência todos reconhecem seu aspecto pluridimensional, mas, para facilitar a abordagem, destacam-se três grandes tendências:
Tendência Biológica
O primeiro grupo procura estudar a questão sob o enfoque bio-psicológico.Nesse prisma a violência estaria relacionada a componentes biológicos e psicológicos, estando a questão social subordinada às determinações da natureza humana. Nesse caso a violência é vista como um fenômeno de caráter universal, independente de movimentos classistas e históricos, porém, atrelada ao ser humano, em sua essência.
Thomas Hobbes (1588 - 1679), filósofo inglês, sugere à primeira...
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