Sociologia das migracoes

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  • Publicado : 7 de novembro de 2011
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A preocupação com o crescimento e movimento das populações foi desde muito cedo uma preocupação quer do Estado quer dos estudiosos. Do Estado principalmente como forma de poder militar e económico e dos estudiosos a sua preocupação pelo relacionamento deste com desenvolvimento ou regressão/estagnação de um País.
Os fluxos populacionais estiveram na base das várias teorias. A teoriamercantilista baseava-se num crescimento demográfico elevado (tese da abundância da mão de obra) como forma aumentar a produção de bens, desenvolver indústria e comércio (Rocha-Trindade 1995) estes consideravam negativa a emigração.
Com a Revolução Industrial manifestaram-se vários fluxos migratórios quer internos quer externos, com o êxodo rural das populações que se deslocavam das zonas rurais para aszonas urbanas em busca de melhores condições de vida e em resposta às necessidades cada vez maiores da uma indústria em grande ascensão devido ao desenvolvimento tecnológico. Esta superprodução acabará mais tarde por conduzir a um excesso de produtos no mercado, desemprego, salários baixos (excesso de mão de obra) e a uma grave crise económica que vai colocar em causa as ideias liberais de então.Estas migrações levaram a grandes transformações querem económicas, culturais e sociais quer mesmo na estrutura da própria sociedade, com mobilidade social de algumas classes etárias derivado às especializações em novas áreas de trabalho que lhe permitiam um estatuto social diferente.
Este êxodo rural provocou um aumento excessivo das zonas urbanas implicando a necessidade da intervenção doEstado com a implementação de políticas migratórias que permitissem um equilíbrio neste crescimento. Autores como Stuart Mill (1806-1873) e Thomas Malthus (1766-1834) defendiam a emigração (para as colónias) como forma de controlo demográfico. Malthus acreditava que um aumento populacional conduziria a um decréscimo dos recursos naturais, havia, por isso, a necessidade de se atenuar esta tendência como incentivo da migração, não sendo contudo a solução.
Portugal teve, assim, desde muito cedo contacto com outros povos e uma grande dinâmica na movimentação da sua população. Conceitos de “emigrante” estão desde longa data no vocabulário dos portugueses que têm uma comunidade de emigrantes bastante elevada, remontando desde os anos 60, evoluído e oscilado em função das razões económicas doPaís.
O estudo destes fluxos migratórios reveste-se assim de uma interligação entre as várias ciências sociais no sentido de perceber o que motivou e motiva os fluxos migratórios, quer interna quer internacionais.

O fenómeno da imigração teve uma grande afluência na década de 70, com uma esmagadora maioria dos Países Africanos de Língua Portuguesa (PALOP), derivado, sobretudo, da situaçãopolítica económica derivada da declaração de independência das colónias portuguesas. Era população com baixas qualificações e normalmente integravam os quadros da construção civil.
Com a globalização mundial estes movimentos migratórios não cessaram de aumentar, principalmente com factores como a adesão de Portugal, em 1986 à Comunidade Europeia, a queda do comunismo nos países de Leste, refugiados depaíses em conflito, a crise económica financeira, etc, acarretando situações de irregularidade, as migrações tornaram-se uma preocupação política com grande impacto quer social quer económico de um País, e, de Portugal em particular.. Há “laços estreitos entre mudanças políticas e económicas e os movimentos populacionais” (cf. Castles, 2000:280). Portugal começou assim estabelecer uma política àimigração, com a regularização dos imigrantes em situação ilegal e a criação de condições necessárias à sua integração.
Dentro da tipologia das emigrações são vários os factores que levam as populações a emigrar entre eles estão e os de ordem económica e consequente melhoria das condições de vida que, normalmente, estas populações não têm nas regiões ou país de origem e os de ordem social ou...
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