Sociedade pernambucana

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Introdução
Sociedade Brasileira do Século XIX
Durante a Segunda metade do século XIX, a sociedade brasileira passou por mudanças fundamentais nos campos políticos e sociais. Mudou-se a forma de governo, foi feita a Constituição, iniciou-se a substituição do trabalho escravo pelo assalariado e as lavouras modernizaram-se. As cidades cresceram e nelas as primeiras indústrias se instalaram, comreflexo da Revolução Industrial iniciada na Europa.
Entre 1850 e 1860 ocorreu um surto industrial, pois foram inauguradas 70 fábricas que produziam chapéus, sabão, tecidos de algodão e cerveja, artigos que até então vinham do exterior. Além disso, foram fundados 14 bancos, 3 caixas econômicas, 20 companhias de navegação a vapor, 23 companhias de seguro, 8 estradas de ferro, além de empresas demineração, transporte urbano, gás, etc.
É claro que essas transformações ocorreram de forma lenta e não atingiram todas as regiões do Brasil. Regiões do Nordeste, por exemplo, poderiam ser descritas como imensas terras cercadas com trabalhadores escravos, somente com pequenos núcleos urbanos, nos quais os únicos edifícios de destaque eram a igreja e a câmara municipal. Lugares marcados pelo poder dosproprietários de terras.
A Sociedade Pernambucana
A sociedade pernambucana é conhecida por sua tradição revolucionária, com movimentos muito importantes para o país, destacando-se a Insurreição Pernambucana, no Brasil Colonial e, no Brasil Imperial, a Revolução Pernambucana, a Confederação do Equador e a Revolta Praieira.
Os povos e a diversidade caminham de mãos dadas desde o início daformação do Estado de Pernambuco. Na sua formação, o Estado teve um elevado número de imigrantes: portugueses, italianos, espanhóis, árabes, judeus, japoneses, alemães, holandeses, ingleses, além das fortes influências africanas e, claro, indígenas. Trata-se de um caldeirão cultural de riqueza ímpar, traduzida no jeito de ser de uma gente que aprendeu, desde sempre, a lutar por liberdade.

1Insurreição Pernambucana (1645 – 1654)
No período colonial, Pernambuco tornou-se um grande produtor e exportador de açúcar, sendo a mais promissora das capitanias da Colônia Portuguesa na América, o que chamou a atenção dos holandeses que, entre 1630 e 1654, ocuparam toda a região.
A partir de 1645 teve início um movimento de luta popular contra o domínio holandês de Pernambuco: a InsurreiçãoPernambucana. Munidos de armas de fogo, foices, paus e flechas, 1.200 insurretos derrotaram numa emboscada 1.900 holandeses bem armados e bem treinados.
Em janeiro de 1654 os holandeses se renderam, depois de quase 10 anos de conflitos. O movimento foi um marco importante para o Brasil, tanto militarmente, com a consolidação das táticas de guerrilha e emboscada, quanto sócio-politicamente, com o aumento damiscigenação entre as três raças (negro africano, branco europeu e índio nativo) e o começo de um sentimento de nacionalidade.
2 O Império e as Revoluções
Em 1817, Pernambuco tentou proclamar-se independente de Portugal. A Revolução Pernambucana eclodiu por um conjunto de motivos, dentre os mais importantes: a crise na produção de açúcar e algodão, o descontentamento com o domínio do comérciopelos portugueses e as ideias republicanas. Os revolucionários venceram algumas lutas e chegaram a estabelecer um governo provisório, mas logo foram derrotados pelas forças militares.
Em 1824, surgiu um movimento revolucionário que uniu várias províncias do Nordeste (Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, além de Pernambuco) com ideias separatistas, ou seja, que pretendiam separar-se do império einstalar uma republica que seria chamada de Confederação do Equador. Foram logo derrotados, e Frei caneca, o principal personagem desse movimento, foi fuzilado.
A Revolta Praieira foi a última das revoltas provinciais. Os rebeldes queriam formar uma nova Constituinte para alterar a Constituição brasileira de 1824, visando: a efetiva liberdade de imprensa, a extinção do poder moderador e do...
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