Socialismo

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Entre as melhores explicações do Marxismo escritas por Marx e Engels. Engels escreveu esta brochura baseado em partes do Anti-Dúhring com o intuito de prover os trabalhadores com uma exposição simples e concisa do pensamento Marxista.
Nas três secções da brochura, Engels explica os três componentes do pensamento Marxista: o Socialismo Francês, A Filosofia Germânica e a Economia Inglesa. Naprimeira parte do "panfleto" Engels explica que o Socialismo do passado tinha sido utópico - mantendo a crença em quando numa a sociedade todos o compreendessem e nele acreditassem, a pareceria uma sociedade Socialista. Engels escreveu, "... Os Utópicos tentaram evoluir a partir do cérebro humano. A sociedade apresentaria apenas erros; eliminá-los erta tarefa da razã. Era então necessário descobrir umnovo e mais perfeito sistema de ordem social e impô-la à sociedade a partir de fora com propaganda, e, sempre que possível, pelo exemplo de experiências modelo."
Engels explica em seguida o lento desenvolvimento histórico da dialética filosófica através de milhares de anos; conhecimento que culminou no que permitiu a Marx ver e explicar a concepção materialista da história, a qual Engels explicana terceira parte da brochura.











A "liberação da propriedade" dos entraves feudais, que agora se convertia em realidade, vinha a ser para o pequeno burguês e o pequeno camponês a liberdade de vender a esses mesmos poderosos senhores sua pequena propriedade, esgotada pela esmagadora concorrência do grande capital e da grande propriedade latifundiária; com o que se transformavana "liberação" do pequeno burguês e do pequeno camponês de toda propriedade. O ascenso da indústria sobre bases capitalistas converteu a pobreza e a miséria das massas trabalhadoras em condição de vida da sociedade. O pagamento à vista transformava-se, cada vez mais, segundo a expressão de Carlyle, no único elo que unia a sociedade. A estatística criminal crescia de ano para ano. Os víciosfeudais, que até então eram exibidos impudicamente, à luz do dia, não desapareceram, mas se recolheram, por um momento, um pouco ao fundo do cenário; em troca, floresciam exuberantemente os vícios burgueses, até então superficialmente ocultos. O comércio foi degenerando, cada vez mais, em trapaça. A "fraternidade" do lema revolucionário tomou corpo nas deslealdades e na inveja da luta de concorrência. Aopressão violenta cedeu lugar à corrupção, e a espada, como principal alavanca do poder social, foi substituída pelo dinheiro. O direito de pernada (4) passou do senhor feudal ao fabricante burguês. A prostituição desenvolveu-se em proporções até então desconhecidas. O próprio casamento continuou sendo o que já era: a forma reconhecida pela lei, o manto com que se cobria a prostituição, completadoademais com uma abundância de adultérios. Numa palavra, comparadas com as brilhantes promessas dos pensadores, as Instituições sociais e políticas instauradas pelo "triunfo da razão" redundaram em tristes e decepcionantes caricaturas. Faltavam apenas os homens que pusessem em relevo o desengano, e esses homens surgiram nos primeiros anos do século XIX. Em 1802, vieram à luz as Cartas de Genebrade Saint-Simon; em 1808, Fourierpublicou a sua primeira obra, embora as bases de sua teoria datassem já de 1799; a 1.0 de janeiro de 1800, Robert Owen assumiu a direção da empresa de New Lanark.

Em suas Cartas de Genebra, Saint-Simon formula a tese de que "todos os homens devem trabalhar". Na mesma obra já se expressa a Idéia de que o reinado do terror era o governo das massas despossuídas."Vede - grita-lhes - o que se passou na França quando vossos camaradas subiram ao poder: provocaram a fome". Mas conceber a Revolução Francesa como urna luta de classes, e não só entre a nobreza e a burguesia, mas entre a nobreza, a burguesia e os despossuídos, era, em 1802, uma descoberta verdadeiramente genial.
Em 1816, Saint-Simon declara que a política é a ciência da produção e prediz já a...
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