Sobre a morte e o morrer

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  • Publicado : 2 de novembro de 2012
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Resumo
A autora faz uma análise em que tenta demonstrar na prática e com experiências as diversas situações que o individuo por alguma razão se encontra com a morte seja ele um moribundo ou uma pessoa que acompanha o estágio final de um ente querido. Além destes relatos o livro faz comentários sobre os profissionais da saúde a equipe multiprofissional, mas precisamente como lidar com assituações da morte em si.
Antigamente a morte de crianças era frequente, poucas eram as famílias que não tinham perdido um parente; com o avanço da medicina nos últimos criou-se vacinas que erradicaram doenças também com a quimioterapia e o uso de antibióticos contribuiu para diminuir o caso de doenças infecciosas. Doenças que disseminara população de jovens e adultos foram dominadas, cresceu o numero deidosos e com isso aumentou o numero de vitimas de câncer e doenças crônicas e também aumentou o numero de pacientes com distúrbios psicossomáticos e problemas de comportamento.
Os médicos cuidam de pacientes mais velhos que procuram viver não somente com as limitações das habilidades físicas diminuídas, mas também com a solidão e isolamento em que vivem.

Sobre o temor da morte
Capitulo I
Asmudanças que ocorreram nos últimos tempos são responsáveis pelo crescimento do medo de morrer, o grande aumento de problemas emocionais e pela imensa necessidade de compreender lidar com os problemas da morte e morrer. No nosso inconsciente a morte nunca é possível para nós, não aceitamos que morreremos e ainda mais inconcebível que essa morte possa ser de causas naturais ou idade avançada. No nossoinconsciente ligamos a morte há uma ação má, um acontecimento medonho.
A criança vê a morte como algo passageiro, quase não a diferencia de um divórcio entre seus pais. Quando crescemos e percebemos que nossos mais fortes desejos não tornam possível o impossível, nos desaparece o medo de termos sido responsáveis pela morte de alguém e consequentemente some a culpa; mas o medo de morrer permanece apenasescondido até que seja fortemente despertado. Uma criança de cinco anos que perde a mãe tanto se culpa pelo desaparecimento dela como sente raiva por seu abandono.
A morte ainda constitui um acontecimento medonho algo pavoroso, terrível e se tornou um medo universal, mesmo sabendo que podemos dominá-la algumas vezes é claro. Quando se permite que um paciente termine seus dias no ambiente familiarpode se esperar dele uma melhor adaptação a morte. O simples fato de que as crianças continuem na casa, onde ocorreu uma grande desgraça e que participem das conversas, das discussões e dos medos fazem com que não se sintam tão só na dor.
Morrer é triste demais sobre muitos aspectos, principalmente é muito solitário e desumano. Morrer se tornou um ato solitário e impessoal, pelo simples fato deque o paciente é tirado de seu ambiente familiar às pressas e levado para uma sala de emergência. Com disse a autora: “O caminho paro o hospital é o primeiro capítulo da morte.”
Quando um paciente esta num estado grave de enfermidade ele é tratado como uma pessoa sem direito a opinar, na maioria das vezes é outra pessoa que decide sobre si, quando, como e onde o paciente deverá ser hospitalizado.Deve-se lembrar, porém que o doente também tem sentimentos tem desejos opiniões e acima de qualquer coisa o direito de ser ouvido; mas pouco a pouco começa à ser tratado como um objeto as decisões são tomadas sem o seu consentimento. O paciente está sofrendo bem mais talvez não fisicamente, mas emocionalmente.
Suas necessidades não mudaram com o passar do tempo, mas sim nossa capacidade emsatisfazê-las.
Atitudes diante da morte e do morrer
Capitulo II
O relacionamento humano vem perdendo cada vez mais espaço em nossa sociedade sendo mudado centralizando seu valor nas massas em vez de no indivíduo. Com o crescimento acelerado da tecnologia os homens se tornaram capazes de criar armas com um poder de destruição inimaginável. Com isto somos forçados a lidar com a morte em muitas...
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