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Renascença Organizacional
Fela Moscovici
I. Corações e Máquinas
II. Nesse capítulo a autora aborda o impacto da tecnologia no mundo do trabalho e principalmente na relação homem – máquina. Mostra a grande preocupação da maioria das organizações em investir nos seus recursos tecnológicos (máquinas) em oposição à pouca preocupação das organizações em investir nos seus recursos humanos. Ressalta aimportância de resgatar o encontro EU – TU (homem – homem) em oposição ao encontro EU – ISTO (homem – máquina), ou seja, resgatar o humano na tecnologia.
A vida na organização pode ser dividida em dois grupos, de um lado pessoas expressam que o ambiente traz conforto, segurança e satisfação e de outro lado pessoas que se sentem frustradas, ansiosas e enraivecidas, não sendo raro encontrarambientes de trabalho onde coexistem esses dois grupos.
Ao entrar numa organização o nível de motivação do funcionário é alto, cheio de esperanças e expectativas, mas aos poucos começa a perceber que a realidade é diferente do que ele imaginou, já que a percepção é mais clara sobre o funcionamento da organização, dos colegas, das chefias, etc., aí surgem os obstáculos e dúvidas sobre a carreira e arealização profissional. No meio da carreira, o profissional tem dois caminhos, estar mais próximo do sucesso ou caminhar para a estagnação. E o que faz a diferença entre esses dois caminhos é mais os atributos pessoais de cada um do que os fatores externos. No final da carreira também o profissional pode estar em duas situações, a primeira é de satisfação com os resultados obtidos ao longo da carreirae o outro é de insatisfação crescente com a aproximação da aposentadoria e velhice. A vida no trabalho pode ser dividida em 5 fases: choque de realidade, socialização e crescimento, crise de meio de carreira, aceitação, pré-aposentadoria.
O avanço tecnológico trouxe vantagens, mas também trouxe desvantagens aos profissionais das organizações. O risco de ser substituído por uma máquina, a divisãodo trabalho, a impossibilidade de ter a visão do todo, a competição acirrada, o fazer em detrimento do ser, entre outros, são fatores que diminuem a qualidade de vida, geram sintomas e doenças e limitam o espaço para a auto-realização, a alegria espontânea e o encontro humano.
As organizações precisam se atentar que a sua maior riqueza são os recursos humanos, portanto, paralelamente aoinvestimento tecnológico deve haver investimento nos profissionais, em saúde e educação.
II. Luz e Sombra
As organizações são compostas de luz e sombra. Tudo que a organização valoriza, mostra, focaliza e acredita é a luz e tudo aquilo que a organização desvaloriza, ignora, não mostra ou tenta minimizar o impacto é a sombra. Para compreender a dinâmica de uma organização é necessário o estudo desses doisaspectos, o claro e o escuro das organizações.
A principal forma de entender a luz das organizações é através da análise da cultura organizacional nas suas três dimensões: a material, a psicossocial e a ideológica.  A dimensão material corresponde à estrutura da organização de trabalho (ambiente físico, recursos materiais, tecnologia), a dimensão psicossocial corresponde à estrutura funcional e depoder (relações formais e informais) e a dimensão ideológica corresponde à estrutura das normas e valores (componentes conscientes e inconscientes).
São duas as funções primordiais da cultura organizacional: ajudar a organização em seus problemas básicos de sobrevivência e adaptação ao ambiente externo e ajudar a integrar os seus processos internos, para continuar a sobreviver e adaptar-se.
O ladosombrio das organizações são os aspectos inconscientes, aquilo que os mecanismos de defesa tentam “esconder”, o que fica oculto, desconhecido e inexplorado. Os fenômenos inconscientes podem surgir tanto no nível individual quanto no nível grupal. Um exemplo de luz e sombra na organização se expressa nas situações de comunicação, onde sempre há uma “agenda oficial”, aquilo que será expresso...