Sistema porta do figado

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  • Publicado : 7 de junho de 2011
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O fígado é a maior víscera do corpo humano, correspondendo a 1/50 do peso corporal em adultos e 1/20 do peso corporal de um neonato. Situa-se no quadrante superior direito do abdômen, aderido à superfície inferior do diafragma. É, essencialmente, uma massa de células permeada por um complexo mas organizado sistema de canais que transportam o suprimento sangüíneo e a bile. Recebe 25-30% do débitocardíaco.

É composto por lobos anatômicos (D e E) separados pelo ligamento falciforme. Cirurgicamente, esta divisão é feita ao nível do porta-hepatis (local onde a artéria hepática e a veia porta se dividem em ramos D e E). Os lobos D e E cirúrgicos podem ser subdivididos em 8 segmentos os quais são usados para orientar as ressecções.

Suprimento sangüíneo: veia porta (70-80%) e artériahepática. Pela veia porta chega ao fígado todo material absorvido nos intestinos, com exceção de parte dos lipídios que é transportada por via linfática. Graças a essa característica, ele se encontra em posição privilegiada para metabolizar e acumular nutrientes e neutralizar e eliminar substâncias tóxicas absorvidas. A veia porta é formada pela junção da veia mesentérica superior e veia esplênicae se dirige para o lobo D a medida que se aproxima doporta-hepatis. Ramifica-se num tronco curto D (lobo superior D, área à direita da vesícula, porção ântero-superior do fígado) e num tronco E mais longo (região lateral do lobo E, lobos quadrado e caudado). Cada ramo terminal tem um território nitidamente definido. A artéria hepática e seus ramos são bem menos constantes. Em 55% das pessoas ela se origina diretamente da artéria celíaca mas, no restante, podese originar da mesentérica superior, gastroduodenal, gástrica D ou E ou até mesmo da aorta. Dentro do fígado, seguem os ramos da veia porta. A maior parte do fluxo vai para o estroma, ductos biliares e vesícula biliar. As veias hepáticas são retas e drenam posteriormente para a veia cava posterior (a D drena o lobo superior D, a E drena o lobo E e a intermediária drena a área suprida pelas ramos De E da veia porta).



Suprimento nervoso: fibras simpáticas de T7 a T10, fazendo sinapse no plexo celíaco, junto com o vago D e E e o nervo frênico D. As fibras nervosas acompanham a artéria hepática e os ductos biliares dentro do parênquima e inervam a cápsula de Glisson.
Suprimento linfático: linfáticos emergem do porta-hepatis e a maioria acompanha a veia cava inferior para dentro domediastino.
Avaliação clínica:
• Inspeção: geralmente é de pouco valor diagnóstico. Quando há importante hepatomegalia ou grandes nódulos pode-se visualizar à inspeção.
Palpação e percussão: no Rn o lobo E é maior do que o D. Por volta de 1 ano de idade os lobos são de tamanho semelhante e em crianças acima de 1 ano o padrão passa a ser o do adulto (lobo D>E). O fato de o fígado ser palpávelnão implica, necessariamente, presença de hepatomegalia. Para avaliar melhor a presença de hepatomegalia é necessário fazer a hepatimetria pois, em algumas ocasiões (ex.: derrame pleural) o fígado está apenas rebaixado. Também podemos obter alguma informação sobre a natureza da doença hepática através da palpação. A borda normal é algo afilada e de consistência macia e a superfície normal é lisa. Apercussão tem grande importância em detectar o tamanho do fígado, sendo o único capaz de detectar a redução de seu tamanho (ex.: cirrose hepática).
• Ausculta: de valor na detecção de fluxo sangüíneo hepático aumentado em lesões vasculares tais como tumores e hemangiomas. Um sopro arterial sobre o fígado pode indicar câncer ou hepatite alcóolica aguda. O sopro venoso da hipertensão porta é...
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