Sistema penitenciario cubano

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  • Publicado : 26 de junho de 2011
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A Criminalidade e o Sistema Penitenciário Cubano

Falar sobre segurança pública de um país que vive sob o comando de um ditador não é nada fácil. Desde a década de 60, logo após o triunfo da Revolução Cubana, o país quer mostrar ao mundo que lá tudo funciona. Lá todos são felizes, não existem crimes, ninguém passa fome... O Estado dá tudo o que o povo precisa.

Conversamos com GeorginaNémeth, do Consulado Cubano no Brasil e, quando questionamos como funciona a segurança nas ruas do país, Georgina nos deu as seguintes respostas: “Os cubanos não temem ao sair de suas casas, pois o Governo Revolucionário lhes garante uma segurança ótima. Em Cuba não tem crianças na rua, não tem crianças sem escola, sem vacinas ou sem comida; nem tem pessoas que vendem o seu corpo para poder viver”.Hélio Campupagnucio é membro do NESCUBA (Núcleo de Estudos Cubanos) da Universidade de Brasília e disse em seu artigo “Cuba si. Por que no?” que mais lhe chamou a atenção ao desembarcar no Aeroporto Internacional Jose Martí, foi um outdoor grande na saída do aeroporto que dizia assim: “esta noite, milhares de crianças dormirão nas ruas do mundo. Nenhuma delas é cubana”. E é verdade.

Cuba sofreu eainda uma sofre uma grave crise devido ao bloqueio econômico dos Estados Unidos e a quebra da parceria entre Cuba e a União Soviética. Mesmo antes disso, pouco menos de um ano após a Revolução, Cuba havia praticamente acabado com o analfabetismo. O índice de criminalidade é baixíssimo sendo furto o crime mais cometido.

Em cada quadra, dentro de cada bairro, existe um Comitê de Defesa daRevolução (CDR) que monitora a vida dos moradores de todas as ruas. Os agentes da CDR sabem de todas as ações dos cidadãos cubanos, vigiam toda e qualquer ação não rotineira dos moradores e todo cidadão depende da aprovação de comportamento de tais agentes.

O refugiado Jose, 45, que mora em São Paulo há quatro meses, diz que os agentes sabem até “o que você está comendo. É impossível haver crimes comograndes assaltos e seqüestros em Cuba porque toda a vida pessoal é controlada, a população não possui armas e é impossível sair do país por vias normais”.

Os policiais e os militares, com os médicos, são os profissionais mais bem pagos do país (US$ 20/mês).\n \nAs leis são diferentes das nossas, sim. Por exemplo, segundo fui informado, a pena por assassinato é de dez anos; E se você matar umavaca é de 15 anos (as vacas pertencem todas ao Estado). Ou seja, como em todo Estado totalitário, os crimes mais graves, punidos com prisões que passam dos trinta anos e, ainda hoje, chegam à pena de morte (como no caso dos três negritos em 2003), são cometidos contra o Estado.\n \nPortanto, a segurança de prostitutas (jineteras), taxistas, etc (pessoas que trabalham nas ruas), bem como osintrumentos para evitar a criminalidade, é dada pela fortíssima presença policial e pelo absoluto controle da vida privada.\n \n \nSegurança pública e imprensa:\n1- O senhor já esteve em Cuba e pode analisar de maneira profunda o regime de Fidel Castro como conta no seu livro A Tragédia da Utopia – Cuba. Gostaria de saber como foi a sua estada em Cuba sabendo dos perigos que podia encontrar sendo umjornalista estrangeiro e sentindo a repressão da ilha?O senhor sofreu algum tipo de repressão?\n Isso está relatado em detalhes no meu livro.\n2- No livro também conta que o senhor entrevistou dissidentes ao regime de Fidel. Qual é o sentimento dessas pessoas que sabem que a qualquer momento podem ser mortas ou sofrerem repressões por discordarem da ditadura? Há muitos jornalistas cubanosdissidentes?\nSim, existem muitos “periodistas independientes” porque os veículos de imprensa na ilha são mínimos (dois canais de TV, três jornais, uma revista e umas poucas emissoras de rádio). Tudo do Estado e dedicado à proteção e exaltação do regime. Não existe nenhuma produção de mídia com qualquer crítica ao governo. Isso é impensável. Os chamados independentes conseguem, através de jornalistas...
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