Siria atualmente

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 10 (2474 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 1 de dezembro de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
Síria offline: país inteiro está sem internet
29/11/2012

“A Internet está fora do ar”, afirmou na manhã desta quinta-feira (29) a agência americana Renesys, que monitora o tráfego de dados na rede. Primeiramente, às 12h26 no horário de Damasco (8h26 em Brasília), a empresa anunciou que cortes radicais no país deixaram 92% das redes desconectadas. Pouco depois, atualizou a informação dizendoque a Síria inteira estava sem internet.
Gráfico da Akamai, outra empresa americana de monitoramento, mostra a queda. O horário está em UTC, duas horas a mais que em BRT, horário de Brasília.

Akamai, Tráfego para Síria
29/11/2012
Desconectar um país inteiro não é pouca coisa. Segundo o Washington Post, o fato tem implicações potencialmente sérias para a economia da Síria, para a segurança dapopulação e para a revolta que assola o país. “Parece que o governo sírio acabou de tomar uma medida drástica, notavelmente evitada ao longo dos últimos dois anos de lutas: cortar a internet”, afirmou o site.
De acordo com a Wired americana, a queda não se restringe à internet. Relatos locais afirmam que os serviços de telefonia móvel e fixa também não estão funcionando.
O apagão decomunicação é extremamente importante para os esforços bélicos na Síria. Os rebeldes não usam essas redes somente para trocar informações entre si. Eles treinam suas forças e documentam atrocidades do regime com vídeos no YouTube. O governo já tem história em desligar a internet em determinadas cidades antes de grandes ataques. |
Em e-mail a Wired, o CEO da empresa SecDev, Rafal Rohozinski, que temtrabalhado com grupos de oposição sírios, afirmou que é a primeira vez que vê uma queda deste tipo tão centralizada. “Estamos tentando verificar se foi um corte proposital, se foi um erro técnico, ou qualquer outra coisa”, disse.
Rohozinski não acredita que será um apagão de longa duração. “O governo da Síria e as forças de segurança contam com a internet como um meio de propaganda e de assegurar um graude satisfação com seu eleitorado”, afirmou. “Além disso, o país tem visto um aumento no número de usuários de celulares e de internet durante o período do conflito. Em outras palavras, é uma fonte financeira para a economia.”

“Bom, se os rebeldes são capazes de desligar 100% da internet síria, então realmente o jogo acabou para Bashar al-Assad”, afirmou @michaeldweiss, jornalista residente emLondres, na Inglaterra. “Um rebelde no Skype acabou de me dizer que está na Síria, mas está usando a internet da Turquia (ele está perto da fronteira). Assim, o norte deve ter sido menos afetado”, publicou minutos depois.

Turquia bombardeia Síria pelo 6º dia após ser atingida por outro projétil
08/10/2012

A Turquia voltou a bombardear a Síria nesta segunda-feira (8), em resposta a umprojétil direcionado ao solo turco. Com isso, já são seis dias consecutivos de represálias. O projétil procedente de território sírio caiu em um terreno baldio a cerca de 150 metros da fronteira entre os países, na província de Hatay, sem causar vítimas ou danos materiais. Mesmo assim, militares turcos responderam com fogo.
Desde a última quarta-feira, morreram cinco civis no povoado de Akçakale, naprovíncia de Sanliurfa.
“Na Síria está se tornando realidade o pior cenário possível”, afirmou nesta segunda-feira o presidente turco, Abdullah Gül, segundo a emissora NTV. “Não é concebível que a situação na Síria continue assim. Antes ou depois tem que haver uma mudança e um período de transição”, disse o presidente. Para ele, a transformação chegará de uma vez, sem derramamento de sangue.Desde quinta-feira passada, o governo turco dispõe da autorização do Parlamento para intervir militarmente na Síria no momento que considerar oportuno, dentro do prazo de um ano.
Aumento da violência
A onda de violência que atinge a região fronteiriça da Síria com a Turquia provoca preocupação na Organização das Nações Unidas (ONU). O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que “a escalada...
tracking img