Sindrome imobilismo

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  • Publicado : 9 de abril de 2013
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Sumário

Introdução 2
Síndrome do Imobilismo 3
Alterações por tecidos 5
3.1 Tecido Conjuntivo: 5
3.2 Tecido Muscular: 5
3.3 Tecido Articular: 5
3.4 Tecido Ósseo: 6
3.5 Tecido Nervoso Sensorial: 6
Diagnóstico 7
Tratamentos Fisioterapêuticos 8
Prevenção 9
Conclusão 10
Referências Bibliográficas 11

Introdução

A Síndrome do Imobilismo trata-se de um conjunto de alterações queocorrem em indivíduos que permanecem acamados por um longo período, que por consequência trás a falta de habilidade para se locomover livremente no ambiente do lar e na comunidade, causado por fatores físicos, psicológicos, patológicos e ambientais. Esses fatores constituem um complexo de sinais e sintomas resultantes da supressão de todos os movimentos articulares e, por consequência daincapacidade da mudança postural. A imobilidade pode ser benéfica durante uma doença, mas pode ter consequências negativas que complicam a recuperação de independência, durante o período de imobilidade ocorrem alterações fisiopatológicas nos principais sistemas e órgãos, em graus variados, dependendo do nível prévio de condicionamento físico do paciente e da magnitude da imobilidade.

Síndrome doImobilismo

A Síndrome do Imobilismo é caracterizada por alterações nos diversos tecidos e sistemas orgânicos secundários ao repouso prolongado, podendo ser sistêmicas ou segmentares. Várias condições patológicas podem levar ao imobilismo, como: doenças neurológicas, ortopédicas, reumatológicas, cardiopulmonares, má nutrição, patologias dos pés, quadros dolorosos, alterações psicoafetivas, demências,neoplasias, vestibulopatiasetc.A prevenção de tais complicações deve ser o princípio básico de qualquer plano de tratamento, visto que muitas das alterações secundárias à síndrome do imobilismo são irreversíveis. É fato que tais complicações se instalam rapidamente, ao passo que a recuperação se dá de forma lenta e dificultosa. Quando se fala de imobilismo, o pensamento deve se voltar não só aopaciente confinado ao leito, mas também se deve lembrar dos dependentes de cadeira de rodas e dos imobilismos segmentares, como, por exemplo, na fratura de Colles durante a manutenção de uma tala gessada e do gesso circular, quando deve haver a preocupação de se manter íntegras as demais articulações. No caso de a restrição ao leito não poder ser evitada, várias medidas devem ser tomadas a fim deprevenir ou, ao menos, minimizar as complicações, diminuindo o tempo de internação e propiciando a reabilitação posterior do indivíduo.Essas alterações podem afetar todos os sistemas do corpo e seus efeitos comprometem a funcionalidade do paciente, impedindo a interação e participação deste indivíduo na sociedade, podendo também modificar o seu estado emocional. Dentre as alterações do sistemamusculoesquelético pode-se citar a formação de contraturas, devido à inatividade dos músculos, principalmente os dos membros inferiores. O tecido articular e ósseo também são prejudicados pela falta de movimento. A ausência mínima de atividade articular e óssea leva a uma diminuição da produção de líquido sinovial, que é importante para a lubrificação da articulação e nutrição da cartilagem, e demassa óssea por uma manutenção da ação osteoclástica (absorção) e diminuição da ação osteoblástica (formação), que pode levar à osteoporose.

Essas alterações levam o indivíduo a ter dificuldade em executar determinadas tarefas como mudanças de decúbito, manutenção de posturas corretas e realização de atividades de vida diária (AVD’s) e instrumentais (AVDI’s).Dentro do período de imobilidade noleito, o sistema cardiovascular também apresenta alterações em seu funcionamento, sendo que no quadro de complicações de maior relevância se encontram a hipotensão postural e a trombose venosa profunda (TVP).Falta de apetite, diminuição de volume plasmático e da absorção de nutrientes, desidratação e dificuldade no esvaziamento da bexiga por fraqueza da musculatura do abdome e do assoalho pélvico...
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