Sindrome do imobilismo

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  • Publicado : 15 de maio de 2012
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Síndrome do Imobilismo
Introdução
Muitas desordens do aparelho locomotor acontecem pelo longo período de imobilidade no leito onde há um decréscimo na atividade física e, por conseguinte, nos efeitos benéficos que ela produz. Não são apenas as desordens de origem neurogênica ou miogênica que levam a este quadro. Problemas ortopédicos, queimaduras, alguns tipos de infecções, alteraçõespsiquiátricas e quadro álgico intenso levam o indivíduo a permanecer por um período prolongado de restrições no leito.
A síndrome da imobilidade é um conjunto de alterações que ocorrem no indivíduo acamado por um período prolongado. Independente da condição inicial que motivou ao decúbito prolongado, esta síndrome evolui para problemas circulatórios, dermatológicos, respiratórios e muitas vezespsicológicos. Muito da morbidade e mortalidade associada ao paciente restrito ao leito advém dessas complicações músculo-esqueléticas e viscerais.
Historicamente, sempre houve controvérsias a respeito do repouso prolongado. Sabemos que antigamente era parte do tratamento o paciente permanecer em repouso. A partir da segunda metade do século XX, principalmente com as implementações que ocorreram devido a IIgrande guerra, houve um avanço significativo na idéia de mobilização precoce dos pacientes acamados. Hoje, sabemos que um dos papéis mais importantes do fisioterapeuta na unidade hospitalar é o da retirada precoce do paciente do leito evitando, assim, diversas patologias associadas ao longo decúbito como úlceras de pressão (escaras) e pneumonia. Algumas classificações são consideradas para estetipo de restrição. Acredita-se que de 7 a 10 dias seja um período de repouso, 12 a 15 já é considerado imobilização e a partir de 15 dias é considerado decúbito de longa duração.
Sistema osteomuscular
É o sistema mais acometido e frequentemente , por suas complicações não causarem de início limitações funcionais, não são logo detectadas durante o imobilismo, negligenciando –se os cuidadosnecessários para a sua prevenção.
Portanto, condutas para se manter a amplitude de movimento (ADM) podem parecer triviais e, se não impostas, causam déficits funcionais e :
• prejudicam as transferências, posturas e movimentação no leito e em cadeira de rodas;
• dificultam atividades da vida diária (AVD) e da vida profissional (AVP);
• complicam cuidados gerais de enfermagem ( posicionamento ehigiene);
• alteram o padrão de marcha ou até a impossibilitam;
• aumentam o risco de formação de escaras, prolongando o tempo de hospitalização
Tecido Conjuntivo
Com uma semana de imobilização inicia-se a troca de fibras colágenas tipo III pelas do tipo I, de tal forma que em três semanas há um predomínio das fibras tipo I ( colágeno mais denso). Outra alteração qualitativa seria oaumento no número de ligações cruzadas (rearranjo).
No imobilismo e e m outras condições patológicas, as fibrilas recém –formadas fazem ligações entre si, criando fibras de colágeno masi espessas e mais longas ( fenômeno de rearranjo ), alterando sua estrutura básica e consequentemente sua propriedade elástica.
Tecido Muscular
O imobilismo é o responsável pelas seguintes alterações musculares:
•diminuição no nível de glicogênio e ATP, diminuindo a endurance.
• A redução na atividade muscular pode comprometer a irrigação sanguínea com baixa tolerância ao ácido láctico e débito do oxigênio com consequente diminuição na capacidade oxidativa.
• Diminuição da síntese protéica, já observada na Sexta hora
• Atrofia das fibras musculares tipo I e II.
• Diminuição da área desecção transversal
• Diminuição da força muscular de 10 a 15 % por semana, com um grau maior que o de atrofia. Essa perda é maior nas contrações isométricas e concêntricas, sugerindo diferença no padrão de recrutamento, dependendo do tipo de solicitação das fibras.
• Diminuição de torque
• Incoordenação pela fraqueza generalizada, resultando em ,má qualidade de movimento.
• Dor ou...
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