Simulado enem

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1) (...) Luís Inácio Lula da Silva está triste e abatido com as primeiras condenações no julgamento do mensalão (...) Lula parece dar mais importância a valores como gratidão e companheirismo do que a princípios como imparcialidade e independência de poderes (...) O ex-presidente estaria invocando aquilo que os gregos chamavam de dike, que pode ser traduzido como “costume” ou “justiça”,notadamente a justiça divina. A lealdade é uma obrigação que os próprios deuses impõem aos homens. Já os que damos preferência aos valores republicanos nos apoiamos em nomos, a lei.
(Hélio Schwartsman, “Tragédia brasileira” in Folha de S.Paulo, 7 de setembro, 2012; p. A2)
O fragmento acima apresenta princípios De acordo com o texto,
Adike e nomos têm fundamentos idênticos, embora suas origens sejamdistintas: os deuses, no caso dedike e os homens no caso de nomos.
Bdike e nomos são princípios radicalmente opostos, embora ambos desvinculados de questões éticas.
Cdike e nomos são princípios que servem como fundamentos para justificar as ações, cada um com sua própria legitimidade.
Dnomos é uma forma de compensar as injustiças do mundo, resultando em decisões que ignoram os princípios.Edike rejeita os laços pessoais em função de valores universais abstratos.

2) A propriedade é a relação jurídica existente entre um cidadão e um bem. Ela é, portanto, um valor social, inteiramente contingente; é garantida por todos, que a garantem somente enquanto esperam, cada um singularmente, chegar a gozá-la. Os poucos são livres na posse dos bens, e transmitem esta liberdade a outros poucos,porque os muitos esperam, têm a pretensão de serem livres, não têm a vontade. A vontade é adequação dos meios ao fim, portanto é especialmente procura de meios apropriados.
(Antonio Gramsci, “A sua herança”, 1918)
De acordo com o autor, a propriedade:
Aé um direito natural de todos os homens.
Bé um princípio universal, aplicado igualmente ao longo do tempo.
Cnão pode ser violada, uma vez quefundada em princípios jurídicos.
Dé um bem do qual usufruem igualmente todos os homens.
Edepende das condições sociais da época, podendo mudar com o tempo.
Leia a descrição do historiador inglês Perry Anderson sobre a crise que assolou a Roma Antiga no século III:
3) Pelos meados do século, verificou-se um colapso total da moeda de prata que reduziu o denarius a 5 por cento do seu valortradicional, enquanto no final do século o preço dos cereais ascendera a níveis 200 vezes mais elevados que os do início do Principado [termo usado para definir o poder dos imperadores romanos]. A estabilidade política degenerou ao ritmo da estabilidade monetária.
(Perry Anderson – Passagem da antiguidade ao feudalismo) 
Entre os fatores que explicariam a desvalorização da moeda e a alta dos preçosdos alimentos, podemos citar:
Aa diminuição do número de escravos que desarticulou a produção de alimentos, com o consequente aumento de preços e desvalorização da moeda.
Ba pax romana, que levou a uma crise da mão de obra assalariada e a queda na arrecadação de impostos.
Ca penetração dos povos chamados "bárbaros", que contribuíram para acelerar o processo de urbanização e ampliaram o êxodorural.
Da crise da mão de obra, constituída em sua maioria por escravos, que fez decair a produção agrícola e aumentar a produção de manufaturados, gerando um desequilíbrio entre cidade e campo.
Ea desarticulação da produção de alimentos em função do avanço do cristianismo como religião pacifista.

4)
As nações e as línguas contra as dinastias e os tratados. 
(Max Müller, 1864)
Levando emconsideração as lutas políticas do século XIX na Europa, a frase acima expressa:
Aa ideia de que as dinastias têm seu poder justificado pelo uso de uma língua comum entre reis e súditos.
Buma questão fora de sua época, uma vez que o nacionalismo se encontrava fora da agenda política de meados do século XIX.
Cum princípio fundamental empregado no Congresso de Viena (1815), segundo o qual as...
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