Setor de linha branca

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Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR Campus Ponta Grossa - Paraná - Brasil ISSN 1808-0448 / v. 04, n. 04: p. 155-175, 2008

Revista Gestão Industrial

ESTRATÉGIAS TECNOLÓGICAS EM CADEIAS DE SUPRIMENTOS DO SETOR DE LINHA BRANCA TECHNOLOGICAL STRATEGIES IN SUPPLY CHAINS FROM THE DOMESTIC APPLIANCE INDUSTRY
Aline Lamon Cerra1; Jonas Lucio Maia2; Alceu Gomes Alves Filho3Universidade Federal de São Carlos – UFSCar – São Carlos/SP – Brasil alinelc@terra.com.br 2 Universidade Federal de São Carlos – UFSCar – São Carlos/SP – Brasil jonasmaia@dep.ufscar.br 3 Universidade Federal de São Carlos – UFSCar – São Carlos/SP – Brasil alceu@power.ufscar.br

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Resumo A literatura que trata da Estratégia Tecnológica (ET), embora tenha evoluído, ainda pode ser considerada incipiente.As lacunas são ainda maiores quando se consideram as relações entre ETs de diferentes empresas, como é o caso de montadoras e de fornecedores em cadeias de suprimentos. Neste contexto, o objetivo deste artigo é identificar e analisar a ET de uma montadora do setor de linha branca no contexto de sua cadeia de suprimentos. Para isso, também são estudados três de seus fornecedores diretos (deprimeiro nível). Os principais resultados deste estudo mostram que a montadora tende a contribuir para o desenvolvimento tecnológico brasileiro, na medida em que realiza atividades locais de P&D, e ainda, o faz em conjunto com fornecedores. Dentre esses fornecedores, têm-se empresas que dominam o conteúdo tecnológico de componentes importantes para produtos de linha branca e, também, um conjunto deempresas nacionais de pequeno porte, as chamadas empresas familiares. A montadora deve despender esforços para desenvolver os fornecedores menos capacitados (passando-lhes conhecimentos) e garantir um desempenho adequado dos mesmos. Assim, pode-se dizer que a cadeia de suprimentos (composta por um conjunto heterogêneo de empresas) influencia sua ET. Palavras-chave: Estratégia Tecnológica,Desenvolvimento de Produtos, Estratégia, Linha Branca.

1. Introdução Os assuntos associados à tecnologia e inovação tecnológica fazem parte das tarefas gerenciais de todas as firmas e não apenas das de alta tecnologia (FORD, 1989), embora estas últimas possam ser definidas como aquelas que realizam esforços tecnológicos significativos e concentram suas operações na fabricação de novos produtos (FERNANDES etal, 2000). A variedade de conceitos sobre tecnologia encontrada na literatura é, de acordo com Alves Filho (1991), conseqüência de diferentes visões e objetivos dos pesquisadores. Iglecias (2001)

aponta algumas características comuns à maioria das definições apresentadas: a tecnologia é oriunda das ciências; deve ser orientada para um fim prático; deve ser reproduzida em escala industrial; epode ser aplicada não apenas a bens e serviços, mas também ao processo produtivo e à sua gestão. Segundo Boehe (2007), em pesquisa realizada junto a diversos setores industriais, o Brasil ainda pode ser considerado um país receptor de tecnologia, dado o menor número de unidades voltadas às atividades inovadoras e devido ao fato dos projetos aqui realizados serem voltados ao mercado interno e depaíses emergentes. Apesar disso, os temas relacionados à tecnologia e à gestão de tecnologia vêm cada vez mais ganhando relevância (no Brasil e no mundo), pois tecnologia é entendida como fator crucial de competitividade em diversos setores econômicos. Para a sobrevivência de firmas em mercados competitivos, Zahra e Nielsen (2002) propõem a integração de fontes internas e externas de tecnologia.Neste sentido, como fontes internas, podese mencionar a realização de pesquisa básica e aplicada (WILBON, 1999 apud RIEG, 2004). No que diz respeito às fontes externas de tecnologias, tem-se, dentre outras: i) compra no mercado, contratação de outras empresas, universidades e centros de pesquisa (HIPPEL, 1998 apud RIEG, 2004); ii) licenciamentos (HIPPEL, 1998 apud RIEG, 2004); e iii) alianças...
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