Seso na cntemporaneidade

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  • Publicado : 7 de dezembro de 2012
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Introdução: o Serviço Social na contemporaneidade
A autora chama a atenção para o fenômeno da globalização que produz um desemprego estrutural (não emprego forçado), o subemprego, ampliando sobremaneira a exclusão de amplíssimas camadas da população mundial. É verificado assim, o agravamento das múltiplas expressões da questão social, base sócio histórica da requisição social da profissão. Noâmbito do processo de trabalho do assistente social, é possível atestar o crescimento da demanda por serviços sociais, o aumento da seletividade no âmbito das políticas sociais, a diminuição dos recursos, dos salários, a imposição de critérios mais restritivos nas possibilidades da população ter acesso aos direitos sociais, materializados em serviços sociais políticos.
O quadro sócio histórico dasociedade brasileira atravessa e conforma o cotidiano do exercício profissional do assistente social, afetando as suas condições e as relações de trabalho, assim como as condições de vida da população usuária dos serviços sociais.
O nosso desafio é o de inquirir a realidade buscando pelo seu deciframento, o desenvolvimento de um trabalho pautado no zelo pela qualidade dos serviços prestados, nadefesa da universalidade dos serviços públicos, na atualização dos compromissos ético-políticos com os interesses coletivos da população usuária.
A autora ressalta seu primeiro pressuposto que é a indispensabilidade de rompermos com uma visão endógena, focalista, uma visão “de dentro” do serviço social, prisioneira em seus muros internos. Alargar os horizontes, olhar para mais longe, para omovimento das classes sociais e do Estado em suas relações com a sociedade: não para perder as particularidades profissionais, mas, ao contrário, para iluminá-las com maior nitidez. Extrapolar o Serviço Social para melhor apreendê-lo na história da sociedade da qual ele é parte e expressão.
Isso é uma pré-condição para que se possa captar as novas mediações e requalificar o fazer profissional,identificando suas particularidades e descobrir alternativas de ação.
Um dos desafios do assistente social é o de desenvolver sua capacidade de decifrar a realidade e construir propostas de trabalho criativas e capazes de preservar e efetivar direitos, a partir de demandas emergentes no cotidiano. Enfim, ser um profissional propositivo e não só executivo. Hoje, o próprio mercado demanda, além de umtrabalho na esfera da execução, a formulação de políticas públicas e a gestão de políticas sociais.
É preciso, segundo a autora, enxergar a profissão não como o mero emprego, enxergar a ação de um sujeito profissional que tem competência para propor, para negociar com a instituição os seus projetos, para defender o seu campo de trabalho, suas qualificações e funções profissionais.
Iamamotoacentua que as possibilidades estão dadas na realidade, mas não são automaticamente transformadas em alternativas profissionais. Cabe aos profissionais apropriarem-se dessas possibilidades e, como sujeitos, desenvolvê-las transformando-as em projetos e frentes de trabalho. Essa compreensão é muito importante para se evitar uma atitude fatalista do processo histórico e, por extensão, do serviçosocial. Tal visão determinista e a-histórica da realidade conduz a acomodação, a rotinização do trabalho, ao burocratismo e a mediocridade profissional.
Entretanto, também é necessário evitar a perspectiva do messianismo profissional em que se enfatiza uma visão heróica do serviço social que reforça unilateralmente a subjetividade dos sujeitos, a sua vontade política sem confrontá-la com aspossibilidades e limites da realidade social.
O segundo pressuposto é a consideração de que o serviço social é uma especialização do trabalho, uma profissão particular inscrita na divisão social e técnica do trabalho coletivo da sociedade. E quando o Estado se “amplia”, passando a tratar a questão social não só pela coerção, mas buscando um consenso na sociedade, que são criadas as bases históricas de...
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