Serviço social

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UNIVERSIDADE ANHANGUERA

O PROCESSO DE RENOVAÇÃO CRÍTICA DO SERVIÇO SOCIAL
BRASILEIRO A PARTIR DA DECADA DE 1980.

Cleusma Cardoso de Araújo Silva – RA 267857
Luíza Anézia Camelo Araújo – RA 267575
Maria da Conceição Câmara Oliveira – RA 264710
Luciana Guimarães Neves de Souza – RA 280611
Evalda Batista Pereira – RA 267600

Brasília - DF

O processo de renovação crítica do ServiçoSocial é também conhecido como o processo de ruptura do Serviço Social com o tradicionalismo profissional. Este processo não aconteceu de imediato, mas iniciou-se a partir de questionamentos e reflexões críticas acerca do seu conteúdo metodológico e da sua prática profissional, explicitando assim, os conflitos e contradições existentes, configurando novas possibilidades de ação voltadas para aclasse trabalhadora.
Entretanto, conforme Netto, a ditadura militar instalada no Brasil em 1964 e posteriormente nos demais países da América - Latina, estagnou o processo de Reconceituação do Serviço Social na América Latina que já havia 10 anos de efervescência.

Em meados dos anos 1970, a renovação profissional materializada na reconceituação viu-se congelada: seu processo não decorreu por maisde uma década. E seu ocaso não se deveu a qualquer esgotamento ou exaurimento imanente; antes, foi produto da brutal repressão que então se abateu sobre o pensamento crítico latino-americano (NETTO, 2005, p. 10).

Porém, essa herança da reconceituação foi à base para a renovação crítica do Serviço Social brasileiro na década de 1980, conforme Netto (2005) “mesmo contida e pressionada noslimites de uma década, a reconceituação marcou o Serviço Social latino-americano”, podendo apontar pelo menos quatro conquistas decorrentes desta época no Brasil:

1. Intercambio e interação profissionais com outros países “que respondessem as problemáticas comuns da América Latina, uma unidade construída autonomamente, sem as tutelas confessionais ou imperialistas”.

2. A explicitação dadimensão política da ação profissional: até então a ação profissional tinha uma dimensão “pretensão assepsia ideológica”.

3. 3. A interlocução crítica com as ciências sociais: com a reconceituação incorpora- se a crítica ao tradicionalismo, lançando as bases para “uma nova interlocução do Serviço Social com as ciências sociais, abrindo-se a novos fluxos (inclusive da tradição marxista) esincronizando-se com tendências diversificadas do pensamento social então contemporâneo”;
4. A inauguração do pluralismo profissional: “a reconceituação concedeu carta de cidadania a diferentes concepções acerca da natureza, do objeto, das funções, dos objetivos e das práticas do Serviço Social, inclusive como resultado do recurso a diversificadas matrizes teórico-metodológicas”. (NETTO, 2005, p. 11- 12).Conforme Netto a principal conquista do Movimento de Reconceituação foi à recusa dos assistentes sociais em caracterizar-se exclusivamente em agentes técnicos executor das políticas sociais. Através do processo de requalificação principalmente com a introdução destes profissionais no âmbito da pesquisa acadêmica foi possível romper com a “divisão consagrada de trabalho entre cientistas sociais(os teóricos) e assistentes sociais (os profissionais da prática)” (NETTO, 2005, p. 12)
Entretanto, como não poderia deixar de ser, apesar de todo esforço teórico-político para sintonizar o Serviço Social com uma racionalidade crítico- dialética, ainda era possível identificar alguns equívocos, limites e contradições da profissão neste período, conforme Netto (2005, p. 13) “ativismo político queobscureceu as fronteiras entre a profissão e o militantismo – de onde, por vezes, a hipostasia das dimensões políticas do exercício profissional, posto então como oficio heróico e/ou messiânico”; a “recusa as teorias importadas”; e o “Confucionismo ideológico” este resultante das leituras das diversas interpretações equivocadas dos escritos de Marx. Além destes, Silva e Silva (1995, p. 90-91)...
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