Serviço social e saúde

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1. A Questão da Saúde nas diferentes Conjunturas Políticas

2.1. A intervenção do Estado a partir do século XX

A intervenção do Estado no Brasil na área da saúde só aconteceu no Século XX, mais efetivamente na década de 30. No século XVIII, a assistência medica era pautada na filantropia e na pratica liberal. No século XIX, em razão das transformações econômicas e políticas, algumasiniciativas surgiram no campo da saúde pública, com a vigilância do exercício profissional e a realização através de campanhas limitadas. Foi nos últimos anos do século que, a questão saúde aparece como reivindicação no nascente movimento operário. Com o início do século XX, foram surgindo algumas iniciativas de organização do setor da saúde, mas precisamente aprofundadas a partir de 30
Osautores (Braga e Paula,1985) afirmam que a saúde emerge como “questão social” no Brasil no inicio do século XX , no bojo da economia capitalista exportadora cafeeira, refletindo o avanço da divisão de trabalho, ou seja, a emergência do trabalho assalariado.
Na década de 1920, à saúde pública adquiri um novo relevo no discurso do poder. Há tentativas de extensão dos seus serviços por todo o país. Com areforma de Carlos Chagas, de 1923, tentava-se ampliar o atendimento à saúde por parte do poder central, organizando uma estratégia da União de ampliação do poder nacional no interior da crise política em curso a partir de 1922 (Bravo M. I., 2006).

2.2. A intervenção do Estado na Saúde: 1930-1964

Com as alterações ocorridas na sociedade brasileira na década de 30, têm como indicadoresmais visíveis o processo de industrialização, a redefinição do papel do Estado, o surgimento das políticas sociais bem como outras respostas às reivindicações dos trabalhadores.
As questões sociais de um modo geral e as de saúde em particular, como foram faladas na década de 20, precisavam ser encaradas com mais sofisticação, tendo que ser transformadas em questão política, com a intenção estatale a criação de novos aparelhos que contemplassem de alguma forma, os assalariados urbanos, que eram caracterizados como pessoas sociais importantes no cenário político nacional.
A política de saúde, nesse período era de caráter nacional, organizada em, dois subsetores: o de saúde publica e o de medicina previdenciária. O de saúde pública será predominante até meados de 60 e foi centralizada nacondição de criação sanitária mínima para a população urbana.
No período de 1930 a 1940, segundo os autores (Braga e Paula, 1986) as principais alternativas adotadas para a saúde pública foram: ênfase nas campanhas sanitárias, coordenação dos serviços estaduais de saúde dos estados de fraco poder político e econômico, pelo Departamento Nacional de Saúde, interiorização das ações para as áreas deendemias rurais, em decorrência dos fluxos migratórios de mão-de-obra para as cidades; Criação de serviços em combate às endemias, reorganização do Departamento Nacional de Saúde, em 1941, que incorporou vários serviços de combate às endemias e assumiu o controle da formação de técnicos em saúde pública.
A política nacional de saúde, que se esboçava desde 1930, foi consolidada no períodode 1945-1950. O serviço especial de saúde pública (SESP) foi criado durante a 2º Guerra Mundial, em convenio com órgãos do governos americanos e sob o patrocínio da Fundação Rockefeller. Com o plano Salte, em 1948, que envolvia as áreas de Saúde, Alimentação, Transporte e Energia: a Saúde foi vista como uma de suas principais finalidades.
A situação da população no período de 1945 a 1964, nãoera boa, pois (mesmo com algumas variações identificadas nos anos 50, 56 e 63, em que os gastos com a saúde pública foram mais favoráveis, havendo melhoras nas condições sanitárias), não se conseguiu acabar com o quadro de doenças infecciosas e parasitarias e as elevadas taxas de morbidade e mortalidade infantil, como também a mortalidade geral. (Bravo M. I., 2006)

2.3. A Saúde e a...
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