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jorge bacelar

a letra:
comunicação e expressão

universidade da beira interior
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A Letra: Comunicação e Expressão

Série - Estudos em Comunicação
Direcção: António Fidalgo
Capa e Arranjo Gráfico: Jorge Bacelar
Execução Gráfica: Serviços Gráficos da Universidade da Beira Interior
Tiragem: 500 exemplares
Covilhã, 1998
Depósito Legal Nº 129826/98
ISBN - 972-9209-66-9

2 Índice
Nota prévia

Introdução
A Racionalização do Alfabeto
Caligrafia
As formas da Tipografia
Os primeiros tempos da Tipografia
De Plantin a Bodoni
Raízes da Tipografia contemporânea
Ligações com a vanguarda artística
De Constable a Kandinsky
Impressionismo
Post-impressionismo e expressionismo
Fauvismo
Art-Nouveau
Cubismo
Futurismo
Da Evolução à Revolução
A Irracionalidade (Dada)Surrealismo
Arte não-figurativa
Descobrir a ordem no caos
A vanguarda Russa
Arte pela Arte / Arte pela Sociedade
El Lissitszky e Alexandr Rodchenko
Theo van Doesburg
Piet Zwart
O Ponto fulcral - Bauhaus
Origem
A Ideia
Tipografia na Bauhaus
Johannes Itten
Laszló Moholy-Nagy
Herbert Bayer
Joost Schmidt
El Lissitszky e van Doesburg
O Fim e o (re)Começo
A Nova Tipografia
MeiosElectrónicos e Formas Tipográficas
Conclusão
Bibliografia
Glossário
Índice onomástico

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A Letra: Comunicação e Expressão

Peço-vos que imaginem, perante vós, uma garrafa de vinho
e duas taças - uma de ouro maciço,lavrada com a filigrana mais requintada;
a outra do cristal mais fino e transparente - os verdadeiros apreciadores de vinho
escolherão, a meu ver, a taça de cristal, porque nela tudo está pensado
para revelar, e não para esconder, a beleza do seu conteúdo.
Beatrice Warde, The Crystal Goblet, Londres, 1955
(cit. por McLEAN, Tipography, Londres, 1980)

A Robert Heinlein, Paul Klee e RolandoSá Nogueira
por me terem ensinado a olhar com fascínio para o mundo.
A ti, para que não penses que o dedico a outra...
(Almada Negreiros)

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Nota prévia
Era intenção deste projecto desenvolver uma
investigação sobre a evolução estética dos signos
tipográficos (letras, números e caracteres especiais),
avaliando-a através de referências contemporâneas
nas artes plásticas. Mas, parajustificar a invenção
da tipografia, há que descrever o Renascimento nas
suas vertentes históricas, filosóficas, sociais e
económicas. Para compreender a opção de
Gutenberg em copiar literalmente o desenho da
caligrafia gótica, haveria que recuar um milénio na
nossa História para traçar o desenvolvimento da
caligrafia e da letra decorada nos scriptoria
monásticos, a sua estética própria, ascaracterísticas
formais desenvolvidas localmente devido ao
isolamento, às guerras territoriais e à miscigenação
de tribos “bárbaras” com a civilização romana em
declínio. Seria necessário passar pela normalização
imposta por Carlos Magno na caligrafia e na
produção de documentos. Eventualmente seria
necessário recuar ainda mais, até Roma, onde nasce
um desenho de letra que ainda hoje éutilizado,
bastando para tal observar as letras maiúsculas
presentes nesta página, descendentes directas das
formas gravadas na pedra dos monumentos
romanos...
Foi portanto necessária a imposição de limites, pois
corria-se o risco de embarcar numa viagem
interminável, tantas são as ramificações que cada
assunto permite, os motivos de fascínio e pistas de
investigação em cada época ou autor. Eos limites
ficaram assim bastante mais estreitos no aspecto
temporal: de meados do século passado até à
fundação das bases da tipografia contemporânea.

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A Letra: Comunicação e Expressão

Desde o período romântico até Jan Tschichold, com
o estabelecimento e divulgação dos princípios
operativos e estéticos do design tipográfico, após o
desmantelamento da Bauhaus pelos nazis....
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