Sepetiba e seu meio ambiente imediato: realidades, potencialidades e criticidade introdução a história econômica de itaguaí é marcada pela alternância de períodos de prosperidade e estagnação, estreitamente relacionados

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  • Publicado : 22 de abril de 2013
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SEPETIBA E SEU MEIO AMBIENTE IMEDIATO: REALIDADES, POTENCIALIDADES E CRITICIDADE

Introdução



A história econômica de Itaguaí é marcada pela alternância de períodos de prosperidade e estagnação, estreitamente relacionados com os grandes ciclos econômicos do País. Por diversas vezes a região esteve inserida nos processos centrais de acumulação, sofrendo posteriormente o impacto de seuesgotamento e superação.
A primeira incursão dos portugueses sobre a área do município de Itaguaí data de meados do século XVII, quando o governador Martim de Sá deslocou parte da população indígena local para a atual Ilha de Itacuruça.
A colonização do município se deu nos primórdios do século XVII, quando os jesuítas com a ajuda dos índios construíram uma igreja onde moravam e desenvolviam acatequese. A data da construção da igreja é imprecisa, no entanto, os historiadores têm como certo que o fato tenha se verificado em época anterior a 1688 .
Novo deslocamento da população indígena local se deu, quando os jesuítas, em data anterior à 1718, transferiram o aldeamento para as terras da fazenda Santa Cruz, mais próximas do oceano. Tão logo chegaram, construíram um novo templo que foiconcluído em 1729 sendo dedicado à devoção de São Francisco Xavier.
Uma certa recuperação desse sítio ocorreu no início do século XVIII com a expansão da cultura de cana e de mandioca e o desenvolvimento da pecuária. Foram construídos dois engenhos na fazenda Santa Cruz e a cana-de-açúcar se tornou o principal produto da região. A aldeia progrediu muito até 1750 quando mudou sua atividade dapecuária para o plantio da cana-de-açúcar. Com a edição das Leis Pombalinas, e a expulsão dos jesuítas do Brasil, em 1759, os religiosos perderam o controle da povoação. A partir dessa época a região entrou em decadência. Ao findar o século, a produção de café foi introduzida com sucesso, acompanhando o desenvolvimento dessa cultura no Estado.
No início do século XIX, a aldeia de Itaguaí foialçada à condição de Vila, ao mesmo tempo que redefiniu seu território. Em 1818, passou a denominar-se Vila de São Francisco Xavier de Itaguaí, desmembrando-se da Vila de Angra dos Reis e incorporando ainda a Freguesia de Mangaratiba ao seu território. Com o decorrer dos anos, a localidade ganhou certa notoriedade por consistir em ponto de passagem para os viajantes que se dirigiam à São Paulo eMinas Gerais.
Ainda nesse mesmo período, a produção de cana havia se transferido para a região de Campos e a de café voltava-se para o Oeste Paulista. Esse movimento provocou uma rápida decadência das grandes plantações da Baixada Fluminense. Dotado de terras férteis, Itaguaí ainda resistiu à decadência regional até 1880 com uma certa prosperidade, em função do desenvolvimento da agricultura,exportando café, cereais, farinha, açúcar e aguardente.
O fim da escravidão e o posterior êxodo dos ex-escravos representou um rude golpe para a economia da localidade. A carência de mão-de-obra, a falta de transporte e o expansão da malária concorreram para o desaparecimento das grandes plantações periódicas ou permanentes que eram a base da economia local.
Esse processo de decadência no final doséculo XIX levou as elites agrárias de Itaguaí a recorrerem à diversificação das culturas buscando atender às demandas crescentes da área urbana do Rio de Janeiro. Com esse objetivo reivindicaram a participação do Estado na recuperação do solo e no incentivo à imigração para fazer frente à carência de mão-de-obra.
Como o Estado não correspondeu às expectativas ruralistas, esses optaram porrecrutar os próprios trabalhadores locais através do sistema de parceria e arrendamento. As intervenções na área foram insuficientes e nem o crescimento do mercado urbano, nem o processo de industrialização produziram os incentivos necessários ao desenvolvimento da produção agrícola.
Pelo Atlas Fundiário do Rio de Janeiro o recenseamento de 1920 mostra que 98% (583) dos estabelecimentos rurais em...
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