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  • Publicado : 30 de setembro de 2013
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A EXISTÊNCIA DE DESIGUALDADES AMBIENTAIS EM CAMPINAS: UM ESTUDO EXPLORATÓRIO SOBRE OS ANOS 2010.



Aline Miglioli



























Conteúdo










Introdução
O objetivo que orienta este trabalho é o de, através de uma sucinta revisão do processo de urbanização de Campinas, retratar os processos econômicos e como elesrepercutiram na formação do espaço urbano da cidade. A exposição feita a seguir vai, portanto, dar ênfase a tópicos que nos levam a pensar, mais adiante, sobre o problema da injustiça ambiental.
Para que possamos apresentar esta pequena revisão, vamos dividir o capítulo em três seções. Na primeira delas será apresentada uma breve reflexão sobre como se deu o processo de urbanização nos paísesperiféricos, a atenção estará mais voltada aos processos que envolvem a urbanização na periferia, em particular, na produção do espaço urbano. O intuito aqui é instigar ao tema que será abordado mais detalhadamente no próximo capítulo.
Tendo assimilado como se dá a produção do espaço urbano na periferia, será abordado o caso específico da cidade de Campinas no segundo capítulo. Uma pequena revisãohistórica será feita buscando ressaltar sempre a tênue barreira entre o Estado e o capital privado na construção desse espaço urbano. A periodização utilizada abrangerá desde o Brasil Colônia até os anos 2000, dividindo-se em dois recortes, pré 1930 e pós 1930. A escolha dessas datas reflete um ponto de inflexão na história do urbanismo campineiro; com o governo Vargas de 1930 é que se começou aefetivamente falar em urbanização no Brasil e consequentemente em Campinas, em função do avanço no processo de industrialização.
Para finalizar esse processo de transição que o segundo capítulo propõe, o terceiro e último capítulo configura-se como uma conclusão voltando a análise para a cidade de Campinas hoje. Serão observadas as características geográficas e econômicas das regiões Norte, Sul, Leste eOeste da cidade de Campinas. Concluiremos este trabalho tendo em mente essas características e seus desdobramentos, a fim de observar a produção das injustiças ambientais nessas regiões da cidade.

CAPÍTULO 1 - A FORMAÇÃO DAS CIDADES E A INJUSTIÇA AMBIENTAL
Para que possamos entender melhor o porquê da configuração atual das cidades, faremos neste capítulo uma pequena revisão do seu processode formação para posteriormente aprofundarmos o estudo sobre as injustiças ambientais. O trajeto que será feito neste capítulo não tem como objetivo elaborar uma extensa revisão sobre o tema da formação das cidades e sim oferecer uma base para que se discuta a segregação e a injustiça ambiental na cidade de Campinas.
Ao final deste capítulo seremos capazes de perceber que o processo histórico daformação de Campinas não difere da tendência das grandes cidades brasileiras. Com a conclusão desse item passaremos para a última etapa deste trabalho: a análise dos mapas de dados relativos a Campinas.
A formação das Cidades.
A cidade surgiu como uma resposta à sedentarização do homem. Enquanto nômade e caçador o ser humano não possuía nenhuma necessidade de fixar-se, mas a partir do momentoem que passou a plantar seus alimentos ao invés de apenas colher, e de criar seus animais ao invés de caçar, o homem precisou organizar-se em pequenas sociedades, dando início às primeiras vilas e cidades. A religião sempre esteve próxima ao homem, e assim que se fixou começou a construir seus templos de adoração, essa tarefa inclusive teve o importante papel de organizar os homens emcomunidades.
Com a evolução dessas pequenas cidades para as cidades-estado Gregas e Romanas essa nova aglomeração populacional passou a oferecer mais do que a possibilidade de sedentarização: a de participar politicamente. A cidade deixou de ser definida geograficamente para o ser politicamente. Com o decurso da história as cidades passaram a organizar-se pela lógica da produção, devido á nascente...