Semiologia da dor

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RESENHA
Pfeiffer L, Salvagni EP. Visão atual do abuso sexual na infância e adolescência. J Pediatr (Rio J). 2005; 81(5 Supl):S197-S204.
Rita Matos do Nascimento¹

Luci Pfeiffer médica, especialista em crianças e adolescentes. Vice-presidente, Departamento Científico de Segurança da Criança e Adolescente, Sociedade Brasileira de Pediatria. Presidente, Departamento Científico de Segurança daCriança e Adolescente, Sociedade Paranaense de Pediatria. Membro do Comitê Estadual de Enfrentamento à Violência contra Criança e Adolescente do Estado do Paraná. Membro da Coordenação Municipal da Rede de Proteção às Crianças e aos Adolescentes em Situação de Risco para Violência de Curitiba, PR.
Edila Pizzato Salvagni professora adjunta, Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Rio Grandedo Sul (UFRGS). Médica pediatra, Hospital Materno Infantil Presidente Vargas/Centro de Referência no Atendimento Infanto-Juvenil (CRAI). Médica pediatra, Programa de Proteção à Criança, Hospital de Clínicas de Porto Alegre, RS.
O artigo diserta sobre a violência na infância e na adolescência, inicialmente definindo o grau de parentesco e os princípios que ministra o seio familiar e as maisdiversas formas de transmissibilidade destes, que segundo Freud é a proibição do canibalismo e a proibição do incesto.
Este artigo é dividido em subtemas: Os números da violência; Porque as crianças e adolescentes se calam; um pacto familiar de silencio; Diagnostico; Tratamento; Instrumentos para proteção legal das vitimas de abuso sexual e onde elas falham, e prognóstico.
Sendo a criança e/ouadolescente considerado sujeitos inferiores no recinto familiar estão mais suscetíveis as mais diversas formas de violência. “O abuso sexual infantil é considerado, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como um dos maiores problemas de saúde pública.
¹ Aluna do primeiro semestre do curso de Bacharelado em Enfermagem na FAT.

Estudos realizados em diferentes partes do mundo sugerem que 7-36% dasmeninas e 3-29% dos meninos sofreram abuso sexual” (p. s198). Percebemos que ambos os sexos são violentados, mais o sexo feminino é o alvo principal do abuso por ser este dominado pelo sexo oposto como também hierarquicamente pelos mais velhos.
“A violência sexual apresentou a maior prevalência como forma de violência doméstica, com 75,2% dos casos. Em 24,8% das notificações, o abuso aconteceufora da residência da vítima” (p.s199). Já estes dados nos mostram que a agressão acontece no próprio meio familiar favorecendo assim o agressor, pois a chance de uma denuncia se torna mais difícil para um membro da família do que uma pessoa fora do contesto familiar. Desta forma as crianças se calam por submissão e por se acharem responsáveis pelo seu comportamento, fazendo com que o violentadorcontinue praticando o abuso sem nenhuma suspeita sobre ele.
A família acaba se silenciando porque ai “... estaria à dificuldade de a mãe reconhecer o incesto, pois seria o reconhecimento de seu fracasso como mãe e esposa.” (p. s200). Assim sendo, conclui se que devido a essa dificuldade o índice de agressão é bem mais elevado do que os dados registrados oficialmente. E de acordo com o artigo aviolência estaria relacionada com a história pregressa de cada individuo sendo evidenciadas estas seqüelas posteriormente de varias formas entre elas a agressão.
Para diagnosticar a violência sexual sofrida por crianças e adolescentes se faz necessário um exame completo que na maioria das vezes não é suficiente pelo tempo decorrido entre a prática da violência e a avaliação do profissional da saúdefazendo assim necessário a avaliação de um profissional na área emocional, onde serão avaliados os fatores psíquicos do individuo.
O tratamento dessa patologia deve ser bastante cauteloso, pelo profissional receptor do caso, devido à fragilidade da criança e/ou adolescente, para que ele possa ganhar a confiança do mesmo e dar continuidade ao tratamento, pois este quando interrompido pode...
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