Seminário: CORREA E CASTRO, Marcelo M. “Por que escrever?” (uma discussão sobre o ensino da produção textual) RJ: M.C.C, 2008.

676 palavras 3 páginas
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
INSTITUTO DE LETRAS E LINGUÍSTICA
DISCIPLINA: Estágio Supervisionado de Língua Portuguesa II
Profª Dra. Eliana Dias
Discentes: Hamanda Silva e Lorena Magalhães

Seminário: CORREA E CASTRO, Marcelo M. “Por que escrever?” (uma discussão sobre o ensino da produção textual) RJ: M.C.C, 2008. Capítulo 1- Ensino de redação: uma prática de contradições
Mais uma vez, portanto, o exame das ocorrências problemáticas faz surgir nitidamente os limites – estreitos demais para que neles caiba a atividade da linguagem – da imagem da escrita que é consagrada pela escola. Aí escrever significa reproduzir uma atividade que existe exclusivamente em função do próprio ambiente escolar, e cujo destino é reproduzir a sua instituição. A bem dizer, uma boa parte do que foi escrito não chega a ser escrita: é mera redação.
Alcir Pécora
1 – Uma unanimidade nacional
“No Brasil, todos os discursos voltados para a constituição de projetos educacionais priorizam a aprendizagem para o domínio da expressão escrita em Língua Portuguesa.”
“À necessidade de que todos dominem a linguagem escrita, o que tem levado a tentativas de abordagem da questão desde as classes preparatórios à alfabetização até os cursos de nível superior.”
“Uma vez que o senso comum reafirma constantemente que aprender a escrever é indispensável à plena inserção dos sujeitos na sociedade.”
“Práticas no sistema educacional que constituem relações definidoras de contradições básicas quanto ao que se diz pretender alcançar no âmbito da aprendizagem da escrita.”
“Apesar de sua inegável importância, a redação é ainda um “objeto misterioso”: não há uma tradição didática para o ensino de redação e, por isso, estudantes e professores se encontram na situação de enfrentar a questão sem nenhum trabalho preparatório” (Serafini, 1987)

2 – Sob o jugo da prescrição
Em primeiro lugar a tradição desconsidera a diversidade de linguagens e as variações do uso da língua, apesar de ter

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