Seminário

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CIENCIAS SOCIAIS

Título : Introdução ao pensamento científico sobre o social - 1° bimestre
Conteúdo :
 
1. Introdução ao pensamento científico sobre o social: Renascimento e Ilustração
Nesta unidade, temos como objetivo compreender os fundamentos sob os quais o capitalismo se desenvolveu na Europa a partir do século XVI.  Para isso, vamos analisar dois  movimentos intelectuais  quelevaram a mudança de mentalidade na época e propiciaram o desenvolvimento da sociedade moderna: o Renascimento e a Ilustração. Com a analise do pensamento de  autores como Rousseau, Maquiavel e Comte,  é possivel  compreender as transformações sociais que culminaram com a formação do mundo moderno, capitalista, que é o que pretendemos analisar no decorrer deste curso. 
 
A partir do século XVsignificativas mudanças ocorrem na Europa, que culminaram com a crise do sistema feudal. Inicia-se uma nova era não só para a organização do trabalho, o conhecimento humano também sofre modificações. O ser humano deixa de apenas explicar ou questionar racionalmente a natureza, para se preocupar com a questão de como utilizá-la melhor. Essa nova forma de conhecimento da natureza e da sociedade, na qual aexperimentação e a observação são fundamentais, aparece neste momento, representada pelo pensamento de Maquiavel (1469-1527), Galileu Galilei (1564-1642), Francis Bacon (1561-1626), René Descartes (1596-1650).
O pensamento social do Renascimento se expressa na criação imaginária de mundos ideais que mostrariam como a realidade deveria ser, sugerindo, entretanto, que tal sociedade seria construídapelos homens com sua ação e não pela crença ou pela fé.
Thomas Morus (1478-1535) em A Utopia defende a igualdade e a concórdia. Concebe um modelo de sociedade no qual todos têm as mesmas condições de vida e executam em rodízio os mesmos trabalhos.
Maquiavel em sua obra O Príncipe afirma que o destino da sociedade depende da ação dos governantes. Analisa as condições de fazer conquistas, reinar emanter o poder.  A importância dessa obra reside no tratamento dado ao poder, que passa a ser visto a partir da razão e da habilidade do governante para se manter no poder, separando a análise do exercício do poder da ética.
Segundo (COSTA: 2005,p.35) as idéias de Thomas Morus e  Maquiavel expressam os valores de uma sociedade em mudança, portadora de  uma visão laica* da sociedade e do poder.Com a Ilustração*, as idéias de racionalidade e liberdade se convertem em valores supremos.  A racionalidade aqui é compreendida como a capacidade humana de pensar e escolher. Liberdade significa que as relações entre os homens deveriam ser pautadas na liberdade contratual, no plano político isto significa a livre escolha dos governantes, colocando em xeque o poder dos monarcas. Os filósofosiluministas concebiam a política como uma coletividade organizada e contratual. O poder passa a ser visto  como uma construção lógica e jurídica.
Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) em sua obra O contrato social, afirma que a base da sociedade estava no interesse comum pela vida social, no consentimento unânime dos homens em renunciar as suas vontades em favor de toda a comunidade (COSTA: 2005, p. 48).Rousseau identificou na propriedade privada a fonte das injustiças sociais e defendeu um modelo de sociedade pautada em princípios de igualdade.
Diferentemente de Rousseau, John Locke (1632-1704) reconhecia entre os direitos individuais e o respeito à propriedade. Defendia que os princípios de organização social fossem codificados em torna de uma Constituição.
Concluímos que a sociologiapré-científica é caracterizada por estudos sobre a vida social que não tinham como preocupação central conhecer a realidade como ela era, e sim propor formas ideais de organização social. O pensamento filosófico de então, já concebia diferenças entre indivíduo e coletividade, e como afirma (COSTA:2005, p.49) “Mas, presos ainda ao princípio da individualidade, esses filósofos entendiam a vida coletiva...
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